JOSÉ FIGUEIREDO

Professor universitário

A desigualdade de rendimentos é talvez o tema mais relevante na política a nível internacional, tanto nos países mais desenvolvidos como nos subdesenvolvidos.

Também em Portugal, a luta política foca-se invariavelmente à volta de um aumento de mais ou menos 10 euros no salário mínimo nacional. Os empregados vão-se alimentando do sonho de mais uns trocos no bolso. O patronato vai fazendo as contas que conduzam a mais despedimentos ou até mesmo ao eventual fecho da loja.

Verificamos que cerca de 1/4 da população portuguesa era pobre em 2012. E o que significa ser pobre? Basicamente, significa possuir um rendimento mensal inferior a 469 euros (em 2012).

Esta realidade é dura, mas tem que ser assumida como tal. Mais de 40 anos após o 25 de Abril de 1974, Portugal continua muito longe de atingir um patamar de rendimentos ao nível do pelotão da frente da OCDE. Ainda assim, Portugal continua muito à frente dos rendimentos do Terceiro Mundo.

Contudo, verificamos que a situação da pobreza se agravou após a intervenção externa da Troika. Isto é, a taxa de pobreza aumentou mais de 6%, entre 2009 e 2012.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
COMPARTILHAR