Anos 70: sob o signo da agitação e da contestação

Anos 70: sob o signo da agitação e da contestação

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MIGUEL MATTOS CHAVES

No início da década de setenta, Portugal vivia no plano interno uma situação de estabilidade económica. No entanto, no plano político adivinhavam-se já algumas situações de agitação e de contestação ao regime, que haveriam de desembocar no golpe de Estado de há 43 anos.

No início da década de 1970 vários assuntos nesta fase da vida portuguesa merecem destaque: a crise política progressiva, dada a contestação crescente, originada sobretudo no meio estudantil universitário e nos quadros permanentes das forças armadas (que iria ser a “semente” da revolução de 25 de Abril de 1974), a continuação do crescimento económico e da mudança estrutural da economia portuguesa, que de economia agrária dos anos 1940 passou a economia industrial, acompanhada de um crescimento significativo do sector terciário, e o nosso segundo pedido de negociações com a CEE, que desembocaria na assinatura do Acordo de 1972.

Recorde-se que já em 1961 tinha havido o primeiro pedido de abertura de negociações com a CEE que tinha recolhido o apoio de todos os Governos dos membros da organização e que só não desembocou na nossa integração dado o veto do General de Gaulle ao alargamento das Comunidades, dada a sua oposição à entrada da Inglaterra nas mesmas.

No plano internacional, a crise do petróleo de 1973 e o fim do sistema de Bretton Woods, em 1975.

No plano europeu, a criação da “Serpente Monetária” e o primeiro alargamento da Comunidade Económica Europeia, que passou a contar, a partir de 1 de Janeiro de 1973, com nove países com a entrada do Reino Unido, Dinamarca e Irlanda e a consequente perda de influência da EFTA.

No início da década de setenta, Portugal vivia no plano interno uma situação de estabilidade económica, no entanto no plano político adivinhavam-se algumas situações de agitação, de contestação ao regime.

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