José Sócrates apresenta-se como um injustiçado. Um verdadeiro “Calimero” que se queixa da Justiça em sucessivas aparições públicas e publicadas. Em mais um artigo de opinião agora publicado no ‘Diário de Notícias’, o ex-líder socialista disse mesmo que o Ministério Público se transformou num “departamento estatal de caça ao homem”.

Como “Calimero”, o famoso boneco animado ítalo-japonês que se sente vítima da injustiça universal, José Sócrates critica o desrespeito “conveniente” por todos os prazos para avançar com esta “formidável campanha de difamação”.

A “choradeira socrática” leva-o a criticar o Ministério Público pelo que diz ter sido o “sexto adiamento” da acusação da Operação Marquês. Na opinião de Sócrates, fala-se em “especial complexidade” porque, tal como “é de especial complexidade provar que a Terra é plana”, “é impossível provar o que nunca aconteceu”.

A Justiça portuguesa é célere? A resposta é não, sendo essa uma das causas mais frequentes para as condenações do País no Tribunal de Direitos do Homem, uma espécie de última instância quando tudo falha. Podemos dizer que o ex-PM é bem-vindo a este rol de permanentes atrasos. Só que José Sócrates foi primeiro-ministro durante seis anos. E nada fez para que o seu ministro da Justiça alterasse a questão dos prazos (eventualmente) excessivos. Sócrates queixa-se de quê? De ter sido também um péssimo PM neste domínio da Justiça, certamente.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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  • Leão Detroll

    Os políticos choram muito !!

    https://www.youtube.com/watch?v=OYFy4R8BxiM

  • Paulo Reis

    Socrates nunca se afirmou inocente, sempre pediu o arquivamento do processo, isso é ser culpado. Se quer arquivar o processo é porque não o quer ver investigado até ao fim. portugal, se hoje se escrevesse com maiuscula como outrora, já tinha cortado relações diplomáticas com a Suiça e com Angola. A Suiça não responde e Angola mandou o nosso ministro Santos Silva “dar uma volta ao bilhar grande”, para não dizer que o mandou levar no anûs. Portugal está mesmo em decadência.