EVA CABRAL

É líder do CDS-PP e encabeça a coligação “pela Nossa Lisboa” que junta CDS-PP, MPT e PPM na corrida à Câmara da capital. Há meses no terreno, Assunção Cristas respondeu a um questionário elaborado por Eva Cabral, e dividido claramente em duas partes: a Política e a Vida. São vinte perguntas sobre um exercício de equilíbrio que uma determinada e sorridente mulher escolheu para a Política e para a Vida.

  • Está no terreno há meses, à frente de uma coligação que une CDS-PP, MPT e PPM na corrida à Câmara de Lisboa, intitulada “pela Nossa Lisboa”. Se for eleita Presidente da CML qual a sua primeira prioridade?

Para mim, há dois temas que ocupam ‘ex æquo’ o primeiro lugar: a mobilidade na cidade, que toca a todos (desloquemo-nos em transporte colectivo ou individual), é caótica e responsável por uma grande perda de qualidade de vida; e a inclusão social, porque me chocam de forma muito particular os inúmeros relatos que tenho ouvido nos bairros sociais, onde abundam casas por atribuir e há muitas famílias em casas sobrelotadas e/ou à espera de uma casa.

  • A pressão turística descontrolada não está a matar Lisboa?

Há gestão urbana a menos em áreas cruciais, muito afectadas pelo turismo, nomeadamente: mobilidade, higiene urbana, habitação. A CML tem um papel a desempenhar em todos estes domínios e pouco ou nada tem feito. É preciso encontrar um são equilíbrio na convivência entre residentes e turistas. O turismo traz emprego, riqueza, cosmopolitismo à cidade, mas é preciso dar atenção particular aos residentes. Até porque sem nós os próprios turistas, que tanto referenciam a autenticidade de Lisboa, perderão o interesse em visitar-nos

  • O CDS-PP sempre foi contra as “taxas e taxinhas”. Quais vai eliminar?

À cabeça, a taxa de protecção civil, que é ilegal e porventura inconstitucional (o Provedor de Justiça, aliás, acabou de enviá-la para o Tribunal Constitucional). Mas identificámos mais de 200 taxas aplicáveis em Lisboa. Proponho um “simplex” neste domínio, de forma a organizar, fundir e eliminar na medida do possível e razoável. A taxa turística, que mereceu o voto contra do CDS, está hoje bem absorvida pelo sector, pelo que neste caso a nossa preocupação centra-se na utilização das verbas arrecadadas. Vários aspectos da tal gestão urbana mais eficaz que a pressão do turismo reclama podem ser financiados por esta taxa, em estreito diálogo com o sector.

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