MARIA COSTA

Foi eleito presidente da Câmara da Amadora pela primeira vez em 1997 e por lá ficou 16 anos. Deputado socialista na Assembleia da República, Joaquim Raposo quer agora, aos 63 anos, traçar os destinos do Município de Oeiras. Assume gostar do poder executivo, de “fazer coisas”. Esta semana respondeu a um questionário elaborado por Maria Costa, claramente dividido em duas partes: a Política e a Vida.

A Política

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No lançamento da sua candidatura disse que vai disputar a liderança do concelho de Oeiras “pelas pessoas” e não “contra ninguém”, pretendendo “fazer o que ainda não foi feito” na mobilidade e habitação. Pode concretizar?

O que me move nesta candidatura é a minha vontade de continuar a servir as pessoas. Essa foi sempre a minha motivação para estar na política. É por isso que a nossa candidatura se afirma pela positiva, com ideias, projectos e soluções que façam a diferença na vida das pessoas. Em Oeiras é preciso enfrentar os problemas, em vez de fingir que eles não existem.

Na mobilidade, por exemplo, propomos uma verdadeira estratégia que ofereça alternativas a quem vive e trabalha no concelho, criando soluções que desbloqueiem e melhorem a fluidez da rede viária, em conjunto com uma aposta séria na promoção da utilização dos transportes públicos e nos modos suaves de mobilidade. Isto é investir na qualidade da vida das famílias, dos trabalhadores, dos estudantes, e na sustentabilidade do nosso modelo de desenvolvimento.

Na habitação, se tivermos em conta as necessidades, pouco se fez em Oeiras desde o fim dos processos de realojamento que já terminaram há mais de 15 anos. É preciso recuperar o tempo perdido, criando programas de habitação muito mais abrangentes, que aproveitem e reabilitem o edificado existente, estimulem o mercado de arrendamento e facilitem o acesso à habitação no concelho, especialmente das famílias mais jovens.

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