A “aldeia mais portuguesa de Portugal” homenageia todos os que tombaram no campo da Honra.

Os combates no Ultramar terminaram há mais de quatro décadas, mas em Portugal continuam a erguer-se monumentos de homenagem aos militares mortos ao serviço da Pátria. O número de memoriais ao combatente ronda já os 300 em todo o País, como revelou há dias o Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues.

Entre 1974 e 2003 foram edificados 52 desses monumentos e as restantes duas centenas e meia foram inauguradas nos últimos 13 anos, por iniciativa das populações, das Juntas de Freguesia, das Câmaras Municipais e da Liga dos Combatentes ou dos seus 112 núcleos regionais.

Para o General Chito Rodrigues, isso “é a expressão dum sentimento profundo nacional acerca do que foi a guerra e dos sacrifícios que o povo português fez nesse conflito”.

A encantadora localidade de Monsanto, que em 1938 ganhou, num concurso oficial, o título de “Aldeia mais portuguesa de Portugal”, decidiu também erguer o seu Memorial ao Combatente, não só para homenagear os soldados monsantenses, mas sobretudo para recordar todos os portugueses caídos no campo da Honra.

A iniciativa coube à Rádio Clube de Monsanto, que levantou o singelo Memorial ao Combatente mesmo em frente da sua sede, no centro da localidade. A ideia já se arrastava há vários anos e foi agora concretizada.

A obra foi concluída sem quaisquer encargos para o erário público, graças à oferta do artesão Raul Mendonça (autor da escultura), aos apoios das empresas locais Albipedra e Dionísio & Filhos e ao contributo solidário de diversos monsantinos.

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  • BAAL

    A comemoração que os soldados que morreram no ultramar teriam preferido, era que a independência das colónias ter sido celebrada 20 anos mais cedo.

    Se tem sido dada imediatamente, quando os outros países europeus a deram. Ainda estavam vivos.

    Não teria havido guerra e milhares de portugueses não teriam morrido em vão, por uma causa perdida, por capricho da direita nacionalista.