Modelo Europeu – as várias hipóteses de atitude face à União Europeia

Modelo Europeu – as várias hipóteses de atitude face à União Europeia

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MIGUEL MATTOS CHAVES

É tempo de ser o mais claro possível e dizer às pessoas o que está em causa com a velha discussão sobre o Modelo de Organização Europeu, para que cada um decida por si próprio o que quer defender.

Quem é Europeu convicto (ou seja, a favor da Europa unida)?

Actualmente existem três modelos, três grupos de opinião:

  1. – Os que defendem a Europa das Nações Soberanas, a Europa intergovernamental;
  2. – Os que defendem a Europa Federal, os da Integração Europeia;
  3. – Os que defendem a Europa a duas ou mais velocidades.

Todas as pessoas que integram estes três grupos são europeístas convictas, todos estes grupos de opinião são europeístas.

Quem é contra a Europa unida? Dois grupos são contra esta União europeia: 4º- Os que rejeitam esta U.E. capitalista pois queriam ver, em sua substituição, uma Europa comunista; e 5º- Um outro grupo, que são os denominados “Eurocépticos”. Estes, ou por desconhecerem os modelos diversos dos europeístas, acima enunciados, ou por opção de pensamento, têm grandes dúvidas sobre a bondade, sobretudo, da Europa Federal, a da Integração.

Nota: que fique muito claro o que acima se disse. Estes são os factos. O resto do que se tem dito denota ou uma pura e grave ignorância ou, pior do que isso, uma gravíssima má-fé e um desrespeito total pela informação e formação a que todos os portugueses devem ter direito.

Acresce que todos estes grupos de pensamento são legítimos, pois todas as pessoas têm o direito a pensar e a defender o que entendem. A não ser assim, não me falem em democracia.

Antes de descrever cada um dos cinco grupos de pensamento, desvendo já a minha preferência, ou seja, aquele que é o modelo que eu defendo:

Como o venho dizendo desde 1990, defendo o 1º grupo, ou seja, o grupo dos que defendem a Europa das Nações. A União de países, voluntária, unidos na Paz e no Progresso, mas sem qualquer transferência ou alienação dos direitos Soberanos dos Estados Nacionais.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.