VASCO CALLIXTO

Uma amizade de muitos anos levou- -me a participar no IX Seminário Ibérico de Heráldica e Ciências da História, nos 150 anos da morte do rei D. Miguel I, que teve lugar na Sociedade de Geografia de Lisboa no dia 30 de Setembro, com encerramento em Mafra no dia seguinte.

A comunicação que apresentei fez-me recuar meio século, uma vez que dei a conhecer as minhas “Duas visitas ao Mosteiro de Engelberg e um artigo intermédio em A Voz”, um trabalho baseado em publicações dos anos sessenta e noventa, quando era frequente a minha colaboração na imprensa diária.

A minha visita, em 1963, ao mosteiro onde estava sepultado D. Miguel I, terá sido, talvez, a primeira de portugueses da minha geração. Voltei lá três décadas depois. E, até hoje, talvez por falta de contactos, não se me apresentou quem tivesse visitado aquele velho mosteiro do Vale do Meno, na Alemanha. Refira-se que, em toda a parte, procurei sempre conhecer os testemunhos de presença de Portugal no mundo. E em Engelberg, bem poderá dizer-se, estava um real testemunho.

Dos artigos então publicados, transcrevo seguidamente alguns excertos que agora apresentei na Sociedade de Geografia.

“No alto da serrania, a 600 metros de altitude, situa-se o vetusto Mosteiro de Engelberg, panteão da família Lowenstein, onde repousa há quase um século o rei D. Miguel I de Portugal. Quando penetrámos no interior do templo, a sombra do rei exilado acompanhou-nos na procura da sua jazida. O religioso que
Mosteiro de Engelberg nos guiou apontou-nos o local onde repousa D. Miguel. O ambiente é gélido e não pode ser indiferente a qualquer português. Perante a última morada do rei de Portugal, evoca-se Queluz, Évora-Monte, Sines, o exílio.

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