José Figueiredo

Professor Universitário

O Governo de António Costa consegue responder à sua clientela interna, mas perante os credores internacionais parece ter pouco crédito.

Tal como acontece com as famílias, ou com as empresas, existe também uma percepção sobre as nações mais ricas ou as nações mais pobres.

No passado, a riqueza das nações estava bastante relacionada com, por exemplo, a posse de reservas de ouro. Nos dias que correm, é ainda importante possuir reservas de ouro. Contudo, o temor de qualquer banco central é a falta de reservas cambiais (que o diga, actualmente, o Governo da Venezuela).

Por exemplo, uma das maneiras de a China afirmar a sua força económica e financeira passa claramente pela posse de vários milhares de milhões de dólares americanos, em divisas, assim como pelo facto de o Estado chinês possuir milhares de milhões de dólares em dívida pública emitida pelo Governo dos EUA (os chamados títulos de dívida pública ou ‘bonds’).

Um dos métodos mais transparentes de avaliação da credibilidade e da força financeira das nações é constituído pelo custo potencial associado aos títulos de dívida emitidos por cada nação.

Ou seja, todas a nações emitem dívida pública (com excepção das nações insolventes), por não conseguirem pagar as suas despesas. O preço pago pelas nações nestas emissões de dívida constitui a percepção que as nações têm junto dos aforradores e instituições financeiras.

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