JOSÉ FIGUEIREDO

Professor Universitário

Portugal perdeu 8 lugares no “campeonato” global da competitividade, segundo o último relatório do World Economic Forum. O nosso desempenho competitivo aproxima-se cada vez mais do Brasil e da Grécia.

Num mundo globalizado e interligado pela Internet, a boa percepção que se tem das organizações ou dos países é vital, para que se possam afirmar e distinguir de forma positiva.

Por exemplo, desde que Portugal é governado por uma maioria parlamentar que congrega a Esquerda moderada e a Esquerda radical, os mercados financeiros vão atribuindo a Portugal uma percepção de risco mais elevado, que se tem consumado em ‘yields’ da dívida pública a 10 anos, mais elevados.

Recentemente, o World Economic Forum publicou o Relatório de Competitividade Global, referente ao período de 2016-17. Esta organização não governamental é sediada na Suíça, e é famosa pelo facto de organizar anualmente os encontros económicos de Davos.
Verificamos que não há grande alteração relativamente aos 10 países mais competitivos do mundo, entre 2016-17 e 2015-16. Curiosamente, mantêm-se no topo da competitividade global países pequenos, como a Suíça, Singapura, Hong Kong e a Finlândia. Mas alguns países grandes também conseguem ser muito competitivos, como por exemplo os Estados Unidos da América, a Alemanha, o Reino Unido e o Japão.

Portugal regista uma das maiores quedas no ‘ranking’ da competitividade, perdendo 8 lugares.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.