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O líder da “frente de esquerda” tem agora de cumprir o “pacto de agressão aos bolsos dos portugueses”. Há aumentos de impostos para todos os gostos. Apenas uma “casta” é poupada ao massacre fiscal socialista: o funcionalismo público.

“Eles comem tudo e não deixam nada”, cantarolavam os camaradas da esquerda nos tempos do antigo regime. Mal adivinhavam que, umas décadas volvidas, haveriam de transformar-se, eles próprios, nos ditos “vampiros”. Para poder ser chefe de Governo, nem que por uns meses, António Costa decidiu fazer um pacto com a extrema-esquerda, um pacto que vai custar a módica quantia de 11 mil milhões de euros, isto segundo números da Unidade Técnica de Apoio Orçamental.

Diminuir os gastos do Estado é algo que nem passa pela cabeça da “geringonça”. Logo, a despesa vai continuar nos 86 mil milhões de euros. Em nome do fim da austeridade, Costa vai ter de esmifrar a vítima do costume: o povo trabalhador.

Centeno iguala Gaspar

No total, Costa tem de ir buscar ao pobre contribuinte mais 1,3 mil milhões de euros para suportar os novos gastos, especialmente com a “casta superior” da massa assalariada nacional: a Função Pública. Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, a carga fiscal vai manter-se nos 37 por cento do PIB, um valor superior ao de 2014, quando Portugal, segundo a esquerda, atravessava a “longa noite de austeridade da coligação”.

Desta vez, no entanto, Costa não tem os juros elevadíssimos da dívida para pagar, um legado da governação de Sócrates, e que exigiu o que Vítor Gaspar admitiu ser um “enorme aumento de impostos”. O PS, no entanto, nada fará para reverter esse mesmo aumento, visto que a carga fiscal ficará quase ao mesmo nível de 2013.

Brincadeiras de contabilidade

Numa tentativa de esconder a realidade, o ainda ministro das Finanças, Mário Centeno, chegou a afirmar que o Orçamento do Estado para 2016 reduz a carga fiscal. Esta é uma meia-verdade muito engenhosa, pois os impostos directos realmente diminuem, mas são mais que compensados por um enorme aumento dos impostos indirectos.

As contribuições sociais, entre as quais a Segurança Social (que devora os ordenados dos trabalhadores a recibos verdes), vão aumentar por causa do crescimento económico, ou seja, a “pesada herança” do Governo anterior. Diminuir esta carga para beneficiar quem trabalha, no entanto, não é uma prioridade.

No total, o peso dos impostos indirectos vai subir de 14,4 por cento para 14,9 por cento do PIB, e as contribuições sociais efectivas aumentam de 9% para 9,1% do PIB.

Contra os carros, marchar, marchar

O facto do PS ser o partido anti-automóvel colmata bem necessidade de ter de ir buscar mais dinheiro. O imposto único de circulação vai aumentar 1,4 por cento e as taxas sobre o combustível vão disparar. No preço final da gasolina, 70 por cento vão directamente para o Ministério das Finanças.

Costa, que tem direito a automóvel topo de gama do Estado, recomendou que os portugueses (ou seja, a plebe) “usem mais transportes públicos”. Falta-lhe apenas dar o exemplo…

No total, os impostos sobre o sector automóvel vão custar 600 milhões de euros adicionais aos condutores, um aumento de 19 por cento em relação ao ano passado. Entre o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), imposto sobre veículos (ISV) e o imposto único de circulação (IUC), o Estado vai encaixar quase 3,7 mil milhões de euros, ou possivelmente mais. Para um Governo que diz querer expandir o consumo, as medidas de Centeno e Costa são certamente estranhas.

Mas mesmo com este brutal aumento da receita, em Bruxelas persistem grandes dúvidas de que o limite do défice possa ser sequer cumprido, sem redução na despesa. Centeno prometeu, embora tenha dito em Lisboa que não, mais medidas de “ajustamento”. Os portugueses que se preparem, porque o tutano pode não ser suficiente quando forem chamados a contribuir para os orçamentos de Costa.

[td_text_with_title custom_title=”E dar o exemplo, camarada?”]

António Costa recomendou aos portugueses que usem mais transportes públicos. No entanto, ele próprio não prescinde de ser transportado de local para local num caríssimo, e certamente confortável, Mercedes topo de gama. Nada como na Austrália, onde os eleitores há muito se habituaram a encontrar o primeiro-ministro no eléctrico, comboio ou autocarro. Malcolm Turnbull, nomeado PM por uma coligação de direita entre o Partido Liberal e o Partido Nacional, prefere misturar-se com o povo nos transportes públicos, até porque, na sua opinião, isso o ajuda a compreender melhor a opinião pública.

para a caixa 3

No Reino Unido, os ministros apenas podem usar um carro do Estado quando estão a trabalhar com documentos confidenciais, de resto o código de utilização de veículos do Estado estipula que “os ministros são encorajados a usar transportes públicos”. Durante a vigência do Governo trabalhista de Tony Blair, os ministros chegaram a ter 80 carros ao seu dispor, todos da marca Jaguar e valorizados em mais de 100 mil euros cada. Agora, que a direita está no poder, o chefe do Executivo David Cameron prefere dirigir-se ao escritório de bicicleta ou de metro, quando a segurança o permite. Qualquer cidadão que esteja no sítio certo à hora certa pode sempre tentar falar com o primeiro-ministro do Reino Unido.

para a caixa 1

O primeiro-ministro da Holanda, de centro-direita, também prefere não sobrecarregar o contribuinte, e costuma usar a sua bicicleta para fazer a rota entre o parlamento e a sua casa.

Holanda 3

Quando terá o actual primeiro-ministro português coragem para pôr os seus próprios conselhos em prática? Por exemplo, para ir da sede do PS à Assembleia pode apanhar o 773 da Carris. A tarifa de bordo, que certamente o surpreenderá, é 1,80 euros. Mas pode sempre adquirir um cartão Sete Colinas, e apenas terá de carregá-lo com 1,40 euros por viagem. Ou então pode tirar o passe, no seu ordenado certamente não pesará muito, embora pese muito nas contas de milhões de portugueses. Aproveite para lhes pedir a opinião durante a viagem…

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  • Paulo Reis

    O “povo socialista”, que votou no “seu” partido, bem se pode arrepender mas já é tarde. Os cristão que votaram socialista e viram esse partido virar contra as leis da Igreja Católica deviam sentir vergonha. Deixem de frequentar a igreja, seus pecadores.

  • Pingback: A BANDALHEIRA PORTUGUESA – FDPv.AntiCorruptos()

  • Leão Detroll

    O Costa não pode andar de transportes públicos porque os PAFiosos acusam-no de roubar o poleiro ao Pedro Tecnoformas (e ao Paulo das fotocopias) e ele teme em morrer linchado !!
    https://www.youtube.com/watch?v=X5lb5HuJYpY