Lusofonia: Denúncias no Comité Central deixam Frelimo de rastos

Lusofonia: Denúncias no Comité Central deixam Frelimo de rastos

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O ambiente de cortar à faca no órgão supremo do partido no poder em Moçambique desde 1975 obrigou a que a última reunião decorresse à porta fechada. Mas o que lá aconteceu acabou por transpirar… 

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Assim parece estar a acontecer na Frelimo, o partido político que foi único em Moçambique até 1990 e que mesmo depois disso tem conseguido afastar do poder toda e qualquer oposição.

O tempo da hegemonia, contudo, parece ter os dias contados. Na última reunião do Comité Central da omnipotente Frelimo, dirigentes históricos do partido confessaram abertamente as dificuldades crescentes que estão a enfrentar na captação das simpatias populares, sobretudo no Centro e Norte do país, onde a Renamo e os outros partidos da oposição encontram, pelo contrário, terreno cada vez mais favorável.

O tom das críticas tornou-se insuportável para os actuais dirigentes da Frelimo e a reunião acabou por se realizar à porta fechada, apenas com a participação dos membros do Comité Central. Mas o descontentamento é tal que nem mesmo assim foi possível esconder as denúncias ali feitas.

Segundo o jornal moçambicano ‘Mediafax’, as “indisfarçáveis cisões e consequentes construções de alas” na Frelimo reflectiram-se na reunião, destinada a analisar a “situação interna do partido governamental”, num momento em que se preparam já as próximas eleições: autárquicas em 2018 e legislativas em 2019.

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