Exportações para Angola mais caras

Exportações para Angola mais caras

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Confrontado com a inexistência de infra-estruturas produtivas, o governo de Luanda quer agora remediar num instante uma situação que deixou arrastar por quatro décadas: para “estimular o investimento na produção local e preparar o futuro mercado austral” (na pomposa fraseologia oficial), José dos Santos decidiu em Março do corrente ano aumentar exponencialmente as taxas de importação, que em alguns produtos atingem os 50 por cento do valor da mercadoria importada.

Para quem vive em Luanda, este aumento significou desde logo um aumento brutal dos já elevados preços dos produtos correntes, quase todos importados. Para muitas empresas portuguesas, é uma péssima notícia, sobretudo atendendo a que em 2017 entrará em funcionamento a Zona de Comércio Livre da África Austral, que permitirá a países como a África do Sul, a Namíbia e o Botswana exportarem para Angola produtos isentos de qualquer taxa. Neste momento, Angola é ainda o mais importante destino das exportações portuguesas, a seguir à União Europeia.

“As exportações portuguesas para Angola estão em vias de extinção”, admitiu em Lisboa a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal). A “alternativa”, sugerem os dirigentes de Luanda, será as empresas portuguesas apostarem na produção em Angola, em vez de na exportação de bens fabricados em Portugal.

Particularmente afectados são produtos que o nosso País tradicionalmente vende a Angola, como refrigerantes, águas e cervejas de malte. Sagres, Super Bock e Sumol são das marcas portuguesas mais apreciadas pelos consumidores endinheirados de Luanda.

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