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Os brasileiros estão fartos de Dilma Rousseff, dos seus aliados políticos e de toda a máquina de corrupção à sua volta. Nas ruas, exigem que o Congresso Federal vote a destituição de uma das figuras públicas mais impopulares de sempre. 

É sempre duro governar, nisso concordarão Pedro Passos Coelho e Fernando Henrique Cardoso, antigo primeiro-ministro de Portugal e antigo Presidente do Brasil. Ambos são figuras da direita moderada, e ambos foram convocados para o poder para consertar os anos de caos que outras forças políticas criaram, apenas para depois serem acusados de “terem arruinado o país”. FHC teve a triste sina de ver todo o seu trabalho arruinado por forças de esquerda. Pedro Passos Coelho corre o mesmo risco.

Cardoso conseguiu controlar a inflação que destruía a economia do Brasil e colocou o país num rumo de crescimento. Mas em 2003 teve de entregar as chaves do poder a Lula da Silva, o marxista, tornado moderado, que desde 1989 tentava conquistar o poleiro. Instalou-se o despesismo crónico e o “amiguismo”. A corrupção institucional, já muito elevada no Brasil, ascendeu a níveis jamais vistos. O escândalo do infame “mensalão” quase conduziu à sua queda, mas escapou. Popular entre os subsídio-dependentes e tendo conseguido enganar as classes mais baixas, Lula entregou a presidência à sua discípula, Dilma Rousseff.

“Fora Dilma”

A “operação lava jato” revelou os podres da administração de Dilma e Lula. Pouco depois da reeleição da “presidenta”, a justiça brasileira descobriu que a empresa pública Petrobras, uma instituição gigantesca que movimenta milhares de milhões de euros, andou a servir de “porquinho mealheiro” para a esquerda brasileira. Saíram, alegadamente, mais de 500 milhões de dólares da empresa para a campanha eleitoral do “esquerdão” brasileiro. A Petrobras também estava a servir de ponto de lavagem de dinheiro para várias empresas ligadas ao regime, nomeadamente na área da construção, e atribuía lucrativos contratos a empresas e indivíduos ligados ao “esquerdão” do Brasil.

Segundo a justiça brasileira, os principais partidos de esquerda, especialmente o PT, deram ordens para a Petrobras assinar contratos de prestação de serviços com várias empresas de “amigos”, que por sua vez distribuíam a “propina”, palavra em Português do Brasil para significar “suborno”.

Só em contratos duvidosos, o Ministério Público Federal chegou à conclusão de que as empresas envolvidas receberam mais de 16 mil milhões de euros, o equivalente ao orçamento do Estado de muitos países pequenos. Os políticos aprovaram tudo isto – e um deles era, alegadamente, Dilma Russeff.

Fartos de corrupção, 62,6 por cento dos brasileiros querem que o Congresso “demita” Dilma, segundo a mais recente sondagem. Mas o processo está a tornar-se excessivamente moroso.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.

 

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