O peso dos migrantes na Europa

O peso dos migrantes na Europa

0 443

José Figueiredo

Professor Universitário

Porque não será antes possível fazer melhorar as condições de vida locais dos povos do Médio Oriente e do Norte de África, para assim evitar a contínua mudança do mosaico cultural europeu?

A temática da imigração tem assolado a Europa ao longo dos últimos anos. No passado já longínquo, a Europa foi sobretudo uma zona de expedição de emigrantes, em particular para o Novo Mundo, nas Américas, mas também para África. Após a II Guerra Mundial, a Europa Central passou a ser receptor de fluxos de imigração, em particular dos países europeus mais pobres, como Portugal e Espanha.

Depois, na sequência das descolonizações ultramarinas, começaram a afluir à Europa imigrantes oriundos da Argélia, do Marrocos, assim como da Nigéria, de Cabo-Verde, ou ainda da Índia, do Paquistão e da Jamaica.

Esta imigração das antigas colónias europeias resultava basicamente de quatro factores:

  1. A Europa era atractiva sob ponto de vista económico, para os imigrantes;
  2. A relação e a ligação cultural entre povos (antigos colonizadores e colonos) ajudava a uma maior interligação;
  3. A as antigas colónias não conseguiram ser suficientemente bem-sucedidas, de modo a manterem os seus cidadãos nas suas terras;
  4. A Europa necessitava de trabalho com um custo mais baixo, numa época em que os cidadãos europeus se recusavam a aceitar profissões menos qualificadas e menos bem pagas.
  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.