Costa “namora” Maria de Belém e Edite Estrela

Costa “namora” Maria de Belém e Edite Estrela

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O ainda edil da capital quer contar com nomes fortes do “guterrismo” para a luta das próximas legislativas. Apoio de “socratistas” também já está assegurado. Mas, para António Costa, o tempo escasseia.

O Partido Socialista já trabalha na constituição da próxima equipa de primeira linha. Os nomes já correm nos bastidores e os convites informais começaram a chegar. O tempo escasseia, até porque o Secretariado Nacional do PS aprovou a realização de um congresso para os dias 29 e 30 de Novembro, no Parque das Nações, em Lisboa.

A reunião magna dos socialistas será antecedida de “directas” para escolha do secretário-geral e dos delegados ao congresso nacional, marcadas para o dia 21 de Novembro. Mas o prazo limite para os militantes procederem ao pagamento das quotas é do dia 21 de Outubro. E a Comissão Nacional do PS deverá aprovar esta terça-feira, 14, estas decisões, ao mesmo tempo que elege a Comissão Organizadora do Congresso.

O DIABO sabe que António Costa gostaria de ter Maria de Belém – ex-ministra dos governos liderados por António Guterres – como presidente da Assembleia da República, caso vencesse as próximas legislativas. Outra das mulheres-fortes do PS, Edite Estrela, já foi contactada para assumir a liderança da Bancada Parlamentar no caso de vitória “rosa”.

Edite_Estrela_(Martin_Rulsch)_1Aliás, Edite Estrela tem sido desafiada para liderar uma lista alternativa a Isabel Coutinho, presidente das mulheres socialistas, mas diz que os lugares devem ser dados aos mais novos. “Em política nunca se pode dizer nem nunca nem sempre, mas estou muito longe de pensar dar esse passo. Se estivesse no lugar de Isabel Coutinho, iria disputar eleições na mesma altura em que há directas para secretário-geral”, afirma.

Edite Estrela poderá assim regressar à vida política activa depois da saída abrupta do Parlamento Europeu, na era de Seguro. À época, Edite Estrela deixou na rede social Facebook desabafos sobre a saída de Bruxelas, depois de ter sido apanhada de surpresa pela exclusão do seu nome das listas para as europeias. A ex-eurodeputada socialista lamentava perder a casa “que dá para ir a pé para o Parlamento” Europeu e que tinha vista para um lago…

Deputada premiada

A saída de Bruxelas foi difícil para a ex-eurodeputada socialista. Avisada por António José Seguro, no último minuto, de que não faria parte da lista do partido para as eleições europeias do passado 25 de Maio, Edite Estrela usou os últimos dias para preparar a saída de Bruxelas e partilhar no Facebook o desalento por não poder continuar o trabalho no Parlamento Europeu.

Entre os comentários sobre o “luxo” da vista e o conforto de poder ir a pé para o Parlamento, Edite Estrela deixou mais um desabafo: “Infelizmente, ainda não posso fechar a porta. Terei de pagar renda ainda mais três meses. A lei belga obriga a avisar o senhorio com três meses de antecedência, o que só fiz há dias, quando soube que não iria continuar em Bruxelas. É a vida”.

A inesperada decisão de António José Seguro de afastar Edite Estrela nunca foi verdadeiramente explicada. No Facebook, a ex-deputada chegou a insinuar que teria sido a comunicação social a ajudar ao seu afastamento.

No final de Março deste ano, Edite Estrela foi distinguida com o prémio de melhor parlamentar na área do Emprego e Assuntos Sociais, atribuído pela revista de informação política “The Parliament”, em conjunto com o Parlamento Europeu.

O prémio atribuído a Edite Estrela – que foi a única deputada portuguesa a ser distinguida com um prémio este ano – foi justificado com “o firme compromisso” da deputada em prol dos “direitos da mulher e da igualdade na Europa”. Mas a socialista ficou de fora da lista que, ironicamente, Seguro considerou “histórica” por ser a primeira a ter igual número de homens e mulheres.

Guterres para Presidente

António_Guterres_2012António Costa está a formar uma equipa assente no pressuposto de que António Guterres irá avançar na candidatura a Presidente da República.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa e “candidato a primeiro-ministro” pelo PS, esclareceu, em entrevista ao matutino “Público”, que vê António Guterres como o candidato ideal para as presidenciais.

“Acho que seria um privilégio para o país poder ter o eng.º António Guterres como Presidente da República”, declarou o edil lisboeta.

“Socratistas” e “guterristas” alinham-se no novo PS de Costa. Jorge Coelho já veio também dizer que a eleição de António Guterres como Presidente da República seria a única coisa que o faria voltar à luta política. O responsável pela Comissão Eleitoral das Primárias no PS considera que Guterres daria um excelente chefe de Estado.

Também Mário Soares, o histórico líder socialista e principal impulsionador do avanço de Costa contra Seguro, também enaltece as qualidades do beirão Guterres para Presidente da República.

Neste jogo de bastidores destaca-se o piscar de olho de Costa à Esquerda. António Costa marcou presença no primeiro congresso do “Livre”. Com ele, levou Basílio Horta. A entrada do líder do PS interrompeu por minutos os trabalhos e gerou uma salva de palmas na sala do Centro Olga Cadaval, em Sintra, onde decorria o congresso. Costa sentou-se na primeira fila, junto à ex-bloquista Ana Drago (do Forum Manifesto), de Paulo Fidalgo (dos Renovadores Comunistas) e de Rui Tavares, criador do “Livre”.

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