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Cada acto eleitoral tem um fim distinto e, quanto a mim, não se deve fazer comparações, pois os motivos de voto alteram-se consoante o objectivo de cada eleição. Contudo, de certa forma, existe um fio condutor – os militantes e o eleitorado fidelizado – que dá algumas garantias e indicações, bem como os alinhamentos inquestionáveis, como é o caso dos comunistas.

O último acto eleitoral – eleição do Presidente da República – teve um número de candidatos nunca visto, creio, com a particularidade de apenas dois serem candidatos oficiais de partidos políticos: Edgar Silva (PCP) e Marisa Matias (BE). Perfilaram-se dois candidatos da esfera do PS (Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém), apoiados “clandestinamente” pelo partido, e Marcelo Rebelo de Sousa, igualmente com a recomendação política do sentido de voto emanado do PSD e CDS. Os demais, conectados ou não com determinada ideologia política, foram realmente candidatos independentes. Há que referir, porém, que, oficialmente, as máquinas partidárias do PS, do PSD e do CDS não se envolveram nesta campanha eleitoral.

Mais uma vez a esquerda e extrema-esquerda, devidamente apoiada por uma comunicação social esquerdista, comentadores e pela sua máquina interna, trataram de transformar as diversas derrotas – algumas, escandalosas – em vitórias. Nada que espante, pois tem sido sempre assim, sempre que tal acontece.

E se em 4 de Outubro, apoiando-se numa Constituição revolucionária e socialista, na prática o conseguiram, isto é, efectivamente transformaram a sua derrota numa vitória, única e exclusivamente porque a Constituição assim o permite, já no passado dia 24 apenas se agarraram à demagogia e à mentira, tentando disfarçar a raiva e frustração reinantes. 

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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