EVA CABRAL

Depois dos dias passados no Brasil a acompanhar os Jogos Olímpicos e em contactos com a comunidade portuguesa, o Presidente da República assumiu numa entrevista a uma televisão brasileira que Portugal está “partido ao meio” e que o seu papel enquanto Chefe do Estado é “unir o País”.

Foi falando no chamado Português do Brasil, num sotaque adocicado aprendido há muitos anos, quando seu Pai se encontrava exilado no país-irmão para não ser molestado em Lisboa pelos revolucionários do PREC, que Marcelo Rebelo de Sousa respondeu há dias aos jornalistas que o questionavam sobre o futuro político de Portugal: “Qual é o papel do Presidente? É unir o País, é fazer ponte, é criar diálogo, é impedir que o hemisfério de direita, que considera que tinha ganho as eleições e que devia estar governando, não hostilize de tal forma e não rompa de tal forma com o hemisfério de esquerda que o diálogo se torne impossível”, considerou. Do mesmo modo, frisou que o papel do Presidente é fazer com que “o hemisfério de esquerda, que chega ao poder com esse apoio parlamentar”, “não olhe para a direita com um afastamento tal que também impossibilite o diálogo”.

A rematar, Marcelo garantiu que não desistirá de um propósito anunciado há meses: reunir com todos os partidos de dois em dois meses. Se não estamos a fazer mal as contas, contamos com nova ronda de audiências por volta de 19 de Setembro, uma segunda-feira…

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