“Acabaram as greves no porto de Lisboa” – declarava, em Janeiro passado, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. Quatro meses depois, a paralisação dos estivadores que dura desde 20 de Abril no porto de Lisboa ameaça trazer aos agentes económicos prejuízos superiores a 10 milhões de euros.

O mínimo que se pode dizer é que a governante mostrou ter uma confiança injustificada no Sindicato dos Estivadores, uma organização ideologicamente próxima do PCP mas que nem os próprios comunistas conseguem disciplinar. Esse erro de apreciação, cujo preço os agentes económicos agora têm de pagar, será em breve analisado no Parlamento.

Com efeito, o PSD anunciou que vai requerer a presença da ministra do Mar em duas Comissões parlamentares – a Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas e a Comissão de Agricultura e Mar – a fim de prestar esclarecimentos sobre que medidas foram (ou não) tomadas pelo Governo para “garantir os serviços mínimos” no porto da capital e minimizar os prejuízos para a economia nacional.

O anúncio foi feito pelo deputado social-democrata Luís Leite Ramos, que comentou terem sido “excessivas” as declarações de Ana Paula Vitorino em Janeiro, quando garantiu que “acabaram as greves no porto de Lisboa”.

“Passados estes meses verificamos que as expectativas do Governo foram defraudadas e que uma nova onda de greves está a pôr em causa não só o funcionamento do porto de Lisboa – já afugentou uma série de operadores – mas está a pôr em causa o abastecimento aos Açores e à Madeira, nomeadamente os bens alimentares”, frisou Luís Leite Ramos.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.

SIMILAR ARTICLES