BRANDÃO FERREIRA

Parte da comunicação social deu-nos a conhecer as preocupações do senhor Ministro da Defesa (MDN), Azeredo Lopes, pelo facto de não haver candidatos em quantidade suficiente para preencher as vagas existentes para voluntários e contratados, nos três Ramos das Forças Armadas (FA), nomeadamente no Exército. Isto, claro, apesar da elevadíssima taxa de desemprego existente no burgo e do sempre decrescente (ridículo mesmo) número de vagas autorizadas pelos sucessivos governos, para as necessidades do funcionamento mínimo, do sistema de forças e dispositivo, que permitam cumprir as missões superiormente definidas.

Ignoramos como é que o senhor ministro deu conta desta realidade, dado ter certamente andado distraído nas suas vidas passadas, mas suspeitamos que tal informação lhe terá chegado após informação comedida e institucional, do senhor General CEMGFA, quiçá do Conselho de Chefes Militares, que numa iniciativa ousada, patriótica e cheia de sentido de Estado, entenderam alertar S. Excelência – pondo em risco, sei lá, as suas fugazes carreiras – de tão lamentável, quanto previsível, facto. Vou comentar, pela última vez, esta situação de indigência política, cívica e moral, a que o País chegou, pois estou fartinho de contribuir para este “peditório”.

Os antecedentes mais recuados que explicam o actual “status quo” – insisto, de indigência e menoridade – têm a ver com a funesta decisão de se acabar com o serviço militar obrigatório, a que uma obnóxia revisão constitucional abriu caminho.

Depois de um “intermezzo” perfeitamente surrealista que Salvador Dali não desdenharia, e que passou pela fabulosa novela das campanhas das juventudes partidárias (excepção para o PCP) contra o Serviço Militar, que culminou no SMO de quatro (!) meses, o Parlamento acabou com esta notável demonstração de civismo patriótico, do mais elementar bom senso, que o serviço militar configurava e puseram-lhe um fim, “de facto”, em 19/09/2004 (a argumentação de que o SMO tinha falhas – o que era verdade – não colhe, pois o que era necessário fazer era emendar as falhas e não causar a falha maior que foi extingui-lo!).

As chefias militares, de então, vá-se lá saber por que bulas, ficaram a ver navios no alto de S. Catarina, aliás como tem ocorrido com todas as decisões de alguma importância relativamente à Instituição Militar (tribunais, RDM, colégios, IASFA, congelamento de promoções, LPM, saúde militar, ensino, EMFAR, etc., etc., enfim tudo!). Tal decisão obrigou, de imediato, a IM a concorrer no mercado de trabalho com as outras profissões, mas com meios limitadíssimos para que pudesse fazer face ao mesmo. E iniciou-se uma deprimente e desadequada mudança no sentido da funcionalização da nobre profissão das armas e de uma “civilização” acelerada das estruturas do MDN e não só. Foi o “estar” em vez do “Ser”!

As razões para a falta de voluntários fundam-se nos factos seguintes:

Em primeiro lugar na falta de empenhamento político. A primeira coisa que fizeram foi passar a bola, isto é, a responsabilidade de arranjar voluntários para os Ramos das FA! Que não tinham os meios, a experiência, nem lhes devia caber, tão pouco, a responsabilidade de tal ónus. E já se ouviram responsáveis políticos culparem os Ramos de não serem suficientemente “atractivos”! Que cáfila despudorada! A falta de empenhamento político transparece também nos programas escolares. A Instituição Militar representa um buraco negro, nos manuais. Nos livros por onde estudei, desde muito novo, falava-se no “glorioso exército português”…

Em segundo lugar temos que contar com a miserável campanha de silenciamento de tudo o que se passa na IM, sobre as missões que cumprem, o conhecimento das suas acções e dos seus valores, rituais e historial. E nisto, a maior responsabilidade não deixa de caber também aos políticos, mas cabe também, em grande medida, à generalidade da comunicação social e resume-se nisto: o que não passa na televisão não existe!

E o pouco que vê a luz do dia é de um modo geral medíocre, visa a exploração do que corre eventualmente mal, faz a crítica pela crítica, quando não é maldoso. Por sua vez, os responsáveis políticos o mais que se atrevem a fazer, por norma (apesar de quase nunca fazerem criticas, em público), é exalar frases redondas e de circunstância.

Como é que se pode esperar que os jovens venham alistar-se quando o pouco que lhes chega sobre as FA tem estas características? Em todo este processo as FA, em termos de relações públicas e de comunicação social, apesar de muito aperreadas pelos poderes do Estado, não têm tido o querer e/ou o saber para dar a volta à equação. E de facto não é fácil dar a volta à situação quando o “inimigo” se encontra onde supostamente devia fazer parte das “forças amigas”…

Em terceiro lugar, temos o aviltamento da sociedade, onde passou a imperar o relativismo moral, o ataque aos princípios, às instituições, à família; ao patriotismo, a tudo, enfim, que mantenha a prevalência do bom que há na natureza humana e permitia uma evolução social e nacional saudável. Ou seja, criou-se uma sociedade cujos valores são perfeitamente antagónicos, quando não inimigos, daqueles veiculados e exigidos pela vida militar e que ainda se vai tentando preservar quartéis adentro.

Como é que se pode querer que um jovem que está habituado a passar de ano sem estudar e sem saber; que se levanta às horas que quer; que não tem respeito a professores, pai e mãe; inchado de direitos e relapso a deveres; cheio do seu individualismo, egoísta, que não sabe estar conforme as circunstâncias; ignorante de tudo, pendurado na tecnologia alienante e escravo do “deus mamon”, vai querer entrar para o serviço militar, onde lhe impõem regras e horários; tem que se vestir e ataviar adequadamente; onde o fazem transpirar quando não lhe apetece; dão-lhes ordens a que ele tem de obedecer; onde o conjunto prevalece sobre o indivíduo e onde mentir, roubar, enganar, ser cobarde, sabujo ou videirinho ainda dá direito a sanções materiais e morais? Será que não atinam com nada?

Não quero deixar de acrescentar – não vá restar alguma dúvida – que não é a IM que está mal, mas sim a indigência política, cívica e moral em que a sociedade se transformou! Aliás, o problema, deve dizer-se, não é apenas português, é europeu (não é por acaso que a União Europeia está no estado lastimoso em que se encontra…). Por exemplo, a tropa francesa está cheia de emigrantes naturalizados, ou de segunda geração (aliás parecido com a sua selecção de futebol!); os espanhóis vão-se aguentando com latino-americanos a quem oferecem também a nacionalidade, isto para já não falar nas unidades estrangeiradas, tipo Legião, “Gurkas”, etc. com que alguns vão minorando os problemas da sua mesnada.

Eu sei que os Governos portugueses nem sequer têm dinheiro para estas fantasias, pois têm-no gasto a salvar bancos e outras “filantropias” do mais fino recorte, tão pouco para contratarem “organizações de segurança” à moda americana, restando-lhes talvez a oferta de “vistos Gold”, para quem se disponha a fazer dois anitos nas fileiras. Talvez pesquem umas dezenas de chineses que se enganem a preencher os papéis, angolanos fugidos ao MPLA, uns tipos do DAESH (que já trazem experiência e tudo), etc.. Aqui fica o alvitre. Não precisa preocupar-se em agradecer, senhor ministro.

Ora isto traz-nos ao problema maior, que não é a falta de voluntários em termos de quantidade, mas a da sua qualidade. E tudo isto é consequência do atrás referido.

A grande maioria da rapaziada que chega (para já não falar no elevado número de mulheres que é recrutada – já nem vou falar disso…) está cheia de maleitas físicas, derivadas de maus hábitos de vida (visão, coluna, ouvidos, obesidade, etc.); débeis físicos, vítimas do sedentarismo e da educação física incipiente, dada nas escolas; maus hábitos sociais, etc.; ignorantes encartados (a mediocridade do ensino é catastrófica); moralmente aleijados e sem o menor espírito de sacrifício ou capacidade para enfrentar contrariedades, o que faz com que inúmeros desistam às primeiras dificuldades, etc..

Ora mesmo com a água benta toda que se tem aspergido (vulgo baixar critérios e bitolas), não resta um número mínimo de mancebos capazes para o serviço das armas. E podem oferecer-lhes 10 ordenados mínimos que eles também não vêm…

Finalmente, além de se ter acabado com toda a dignidade política, cívica e espiritual do instrumento militar da Nação, tudo se tem feito para desarticular, tripudiar, reduzir à ínfima espécie, etc., os Ramos das FA e os seus servidores: mudam as regras a meio do jogo constantemente, rebentaram com as carreiras e os poucos apoios sociais existentes e transformaram a justiça relativa numa comicidade risível. Aos voluntários e contratados têm ainda tido a falta de vergonha militante, de lhes tentar subtrair tudo o que lhes acenaram, para que eles, ao engodo, se alistassem…

Se isto é o Estado de Direito Democrático com que enchem a boca, eu tenho de acrescentar que quero é que ele se vá estabelecer no extremo da galáxia, atrás do sol-posto, no calcanhar do universo!

A situação só tem uma maneira de se resolver: oficiais, sargentos e praças, requeiram todos a passagem – efectiva a 30 dias – para a reforma, reserva ou abate ao serviço, em simultâneo! Já não há pachorra e esta gente que nos tem desgovernado não conhece outra linguagem.

  • Rodrigo

    Na minha humilde opinião o facto de não haver voluntários poderá não ser mau de todo. É sinal de que algo se deve fazer. As forças armadas deveriam ser para o bem de todos e não apenas para alguns. Deveriam ter as portas abertas para quem estivesse disposto a servi-las e a servir o país e não como sendo um escape para quem nada mais sabe fazer ou quem não está disposto a esforçar-se minimamente para tentar ser útil à sociedade. O facto de não haver muita gente disponível poderá querer dizer que o português de hoje em dia sabe que tem de aprender uma profissão. Tem de se especializar para ser útil e ter emprego. Todos nós conhecemos alguém nas forças armadas e embora haja quem ainda vista a camisola pela instituição que representa isto é algo cada vez mais raro. Infelizmente não é raro ver-mos os broncos, pessoas sem princípios ou respeito pelo próximo alistarem-se. Estes infelizmente lá sentem-se em casa. Fazem o que querem e raramente há alguém disposto a pô-los na ordem. Isto é mau e tem contribuído bastante para o degredo das FA. Alguém que se queira alistar hoje, antes de o fazer olha para o interior destas instituições através de amigos e conhecidos. Acontece que a maioria das vezes não consegue olhar para o melhor dos exemplos. Vemos frequentemente o colega X que andou na mesma escola que nós, o que não dava uma para a caixa, que perturbava as aulas e colegas, o típico que dificilmente teria um emprego ou aprenderia a fazer algo, e onde é que ele se encontra? Nas forças armadas. O único sítio onde se poderia encaixar. O amigo Y que embora não seja mau tipo não é propriamente muito esforçado, é só copos e responsabilidades nenhuma, também pouca coisa sabe fazer, onde é que ele está? Forças armadas novamente.
    Infelizmente estes casos são comuns nas forças armadas e estes casos, na minha opinião, em muito têm contribuído para o afastamento do cidadão, cumpridor honesto e esforçado, das forças armadas.
    Se observar-mos bem, todos nós conhecemos jovens que gostariam de ter uma vida diferente, menos monótona, aventureira, que permitisse aprender uma profissão de futuro e ao mesmo tempo ajudar os mais necessitados. As forças armadas poderiam proporcionar isso. Poderiam garantir que qualquer jovem com interesse iria ter o privilégio em receber uma boa formação, acompanhada de uma posterior experiência profissional e uma vez mais tarde, já fora destas (pois nem todos poderiam permanecer para sempre), teriam uma vasta e completa experiência em áreas como mecânica, electricidade, electrónica, construção civil, entre outras, continuando assim a prestar o seu serviço à sociedade.
    Mas será que proporcionam? Acredito que sim em alguns casos mas talvez não o suficiente.
    A verdade é que os salários pagos nestas instituições são bastante atractivos, e ainda se podem dar ao luxo de pagarem boas compensações monetárias a quem o contrato não renova mais. Mas mesmo assim têm falta de pessoal para ingressar. Isso poderá querer dizer que hoje em dia o cidadão já percebeu que antes de ganhar dinheiro tem de saber fazer algo. Algo que lhe permita pensar a longo prazo. Tem de se preocupar cada vez mais com a sua formação.
    Cada vez vemos mais casos de jovens bem qualificados a receberem salários míseros e ao mesmo tempo vemos várias pessoas a servir nas forças armadas sem grandes qualificações, formação, sem grandes funções ou muitas vezes a fazerem um mau trabalho mas que recebem mais que enfermeiros, economistas, entre outros. Será justo? Será justo não compensar quem se esforça? Muitas vezes “obrigando-o” a emigrar? Certamente que muitos dos que emigram, se tivessem a oportunidade de terem um salário equivalente a alguém com habilitações semelhantes nas forças armadas, optaria por não o fazer. Estamos a comprometer o crescimento do país.
    Não quero dizer com isto que os salários nas FA não são justos. São justos para todos aqueles que se esforçam e dão o seu melhor todos os dias para que tudo funcione correctamente. Felizmente ainda temos pessoas assim nas FA mas pelo que vejo são cada vez menos. Como contribuinte e português não vejo o porquê de alguém que não contribui para o bom funcionamento e crescimento das FA possa continuar a representar estas instituições.
    “Não há voluntários para a tropa”. Na minha humilde opinião diria que se não há voluntários é porque há uma grande falta de interesse em cativar jovens com cabeça e vontade. Não se trata de questões monetárias. Trata-se sim de garantir que o tratamento nestas instituições será dado com qualidade e sem abusos de autoridade. Trata-se sim em garantir que os jovens terão a garantia de que não serão conhecidos como aqueles que não fazem nada. Pois qualquer um que se esforce gosta de ver o seu trabalho reconhecido. Mas para isso é importante cativar o pessoal disposto a trabalhar e a prestar um bom serviço.
    Quando ouvimos alguém dizer “iria para militar se não soubesse fazer mais nada” custa para todo o militar que tem orgulho na instituição e dá o seu contributo para o funcionamento desta. Custa para qualquer um que queira servir estas instituições saber que até ter um posto minimamente visível irá ter de se subjugar a comportamentos infelizes e por vezes humilhantes por parte de quem já lá está há mais tempo sem que quem realmente manda na casa algo faça para impedir esse tipo de comportamentos. E isso não são os políticos que podem fazer. É sim quem realmente manda na instituição. Um militar antes de ser um trabalhador do estado deveria de ser militar. Qualquer líder militar deveria mostrar interesse em manter os melhores e despachar os piores e os que não trazem qualquer mais-valia à instituição. Na vida civil há cada vez mais competitividade e exigência. É mais que comum hoje em dia ver-mos o militar sem interesse na instituição ou qualificações a protestar contra os cortes apesar de ter condições bem superiores ao que teria numa vida civil. Se não estão bem porque se mantêm nestas?
    Também acredito que quem realmente se esforça por estas instituições não goste de ver o orçamento mal aproveitado.
    Também fui militar mas tive a sorte de ter formadores 5 estrelas, nos primeiros tempos. Embora exigentes mas pessoas justas e com boa formação. Pessoal com carácter e orgulho na instituição. Tive a sorte de ter verdadeiros camaradas. Na altura custou bastante mas aprendi bastante também. Guardo óptimas recordações daqueles tempos, pois tive a sorte de estar rodeado de boa gente.
    Com o passar do tempo e a mudança de unidade vi que a vida se modificara bastante. A qualidade perdeu-se bastante. Olhando em volta era muito comum ter de desconfiar de muitos dos que antes tinha aprendido a confiar pois por exemplo os roubos eram comuns. Via muita gente a passear de um lado para o outro sem funções ou ambições o que lhes proporcionava mais tempo livre para poderem então mostrar a autoridade que não tinham mas julgavam ter para com o pessoal mais novo. Mas antes de mandar é importante trabalhar, e saber fazer algo. Ninguém gosta de ter que levar com gente que nada sabe fazer mas pensa que é o maior. A real autoridade tinha então desaparecido, prevalecendo a política de o “não quero saber”. O quem quer saber, aprender e ir mais além é o chico esperto dando-se sim mais valor ao típico tacho.
    A meu ver isto terá de ser combatido para que possamos voltar a ter forças armadas atractivas para os jovens. Pois assim nem com os bons salários oferecidos o interesse é cativado.
    Para voltar-mos a ter umas FA atractivas temos de cativar os melhores. Todos os que têm capacidades e força de vontade. Não é só fazer vídeos para mostrar que lá todos são felizes e fazem coisas fantásticas quando na realidade não é assim. Se cada vez temos uma maior necessidade de ter gente competente e qualificada nas empresas nacionais porque não é assim nas FA?

    Força a todos os que nestas instituições ainda se esforçam para dar o melhor não olhando ao dinheiro ou interesses de outro tipo.

  • Leandro

    Ah muitos que querem ingressar na vida militar mas metem muitos obstáculos. Como por exemplo a escolaridade tatuagens brincos etc. Falo por mim por ter o 6 anos e tatuagem uma com o meu nome e outra com o nome do meu filho nao poder candidatar-me aceitava nao poder entrar se fosse tatuagens que podesse racional alguem.Mas infelizmente e assim o nosso pais. Secalhar se arrebentar uma guerra ja vao chamar toda a gente com tatuagens brinco e se preciso com a 2 classe. Enfim e mesmo de lamentar.

  • Rebéubé…pardais ao nnho

    “…Aliás, o problema, deve dizer-se, não é apenas português, é europeu (não é por acaso que a União Europeia está no estado lastimoso em que se encontra…). Por exemplo, a tropa francesa está cheia de emigrantes naturalizados, ou de segunda geração (aliás parecido com a sua selecção de futebol!); os espanhóis vão-se aguentando com latino-americanos a quem oferecem também a nacionalidade, isto para já não falar nas unidades estrangeiradas, tipo Legião, “Gurkas”, etc. com que alguns vão minorando os problemas da sua mesnada.

    Correcção…. a tropa francesa esta cheia de franceses filhos de emigrantes naturalizados, o mesmo na equipa de futebol, (Nasceram em França são franceses) … de qualquer forma como haveria de estar sem ser assim !!! um pais que sempre acolheu pessoas de todos os cantos do mundo!!! Se se nascerem em França são frenceses que importa se é de segunda ou terceira ou seja qual for a geração!!!
    E os tais tropas que obtem nascionalidade em frança são o da Legião estrangeira, que ao fim do contrato poder se desejarem adquirir a cidadadina francesa.

    em relação ao assunto de forma geral, no meu entender falta de tropas não deveria ser preocupação actual, o pa’is tem assuntos mais importantes a tratar, até porque nao é a IM que vai resolver a questão de falta de valores para os jovens. A mim quem me deu valores morais, humanos…. quem me fez aprender disciplina foi o meu pai, assim como pretendo fazer com os meus filhos, não precisao ir para a tropa para aprenderem isso!!!

    • José Monteiro

      Sim e um talvez não, um pequeno paradoxo.
      Há de facto assuntos sociais bem mais prementes.
      E da mili, ao sabor das limitações orçamentais, pouco tem vindo de positivo.
      Caso projecto Força Aérea dos pequeninos, tentativa de uma dúzia de helicópteros na ‘quinta’ Exército. Processo & resultado: 150 milhões de euros consumidos, o preço de cinco hélis, projecto cancelado, resultado nulo. Em vez de reunir sinergias com a FAP.
      Vão desaparecendo os efetivos na base, vão continuando os bem recheados órgão de cúpula.
      Depois, assegurar formações compativeis aos militares, após deixar o serviço, questão uma vez mais expressa pelo ministro, continua no domínio da falta de vontade e capacidade em encontrar saídas para o mercado. Que até haverá, mas perdidas em estudos e indefinições de amadores governamentais. Desde os anos 90!
      Quando de uma reforma da Administração Pública anos 90 no Canadá: helicópteros do exército, voltaram para a FA; uma Academia Militar para os ramos; um Chefe militar para as FA-General de 4 estrelas-na paróquia Portugal, 4G4* e outros rantos altos comandos e gabinetes. Pois, como a Reforma do Estado, da dupla Passos-Portas.

    • Paulo Santos

      Felizmente o seu paizinho deu-lhe educação com disciplina e pretende fazer o mesmo com os seus filhos, louvo a sua pretenção.
      Sou militar há varios anos, 26 mais propriamente, fui formador durante 7 anos, passaram varias dezenas de formandos pelas salas de aula e laboratorios por onde estive, e posso dizer com toda a legitimidade que nem todos são maus no entanto há os pais, esses sim, muitos maus e muitos deles muito bem formados, ao ponto de ameaçarem que “fazem e acontecem” porque o contrato que o filhinho assinou não dizia que ele estaria de serviço 24horas quando tem uma festa de aniversario em casa.
      Faço apenas uma pergunta, e não quero que me dê a resposta apenas que pense nela, se o seu filho que recebeu uma boa educação e disciplina da sua parte decidisse “ir para a tropa” e que durante o o tempo de formação basica militar, recruta, fosse proibido de ter telemovel e outras mordomias ele continuaria na IM sem problemas e o senhor aceitaria estar uma semana sem ter noticias dele ou iria escrever uma carta ao chefe do ramo exigindo que ele pudesse utilizar tão importante e indispensável equipamento? Aceitaria de animo leve que ele fosse castigado com uma inibição da licença diaria por ter agido em prol do individualismo em deterimento do colectivo ou iria pedir satisfações ao comando da unidade onde ele estivesse colocado. Não responda apenas coloque-se nesee lugar e examine a sua consciencia. Obrigado.

  • Patricia Matias

    N esclareceu, ou por lapso, n reparei no porque do elevado número de mulheres a ingressarem nas FA ser escrito de modo pejorativo… Tanto existem mulheres competentes como muitos homens incompetentes… E vice versa. É certo q por diferenças morfológicas as mulheres n podem fazer td o tipo de treinos e acções q os homens… Mas sendo esta uma geração como é aqui definida n vale mais uma mulher q defenda a pátria, saiba ler e escrever correctamente do q um homem analfabeto? Ou nas FA só sr aceitam homens “feios porcos e maus”? O texto está bem elaborado mas teima em ser sexista em pleno século XXI. Graças a Deus e aos anjinhos q o meu pai, militar desde os 12 anos, neta de militar, me soube passar os valores da educação, respeito e subserviência necessária à vida em sociedade. E embora tenha-me incutido esses valores, n n sou subserviente a comentários sexista n fundamentados.

  • Nuno Moutinho

    Acho muito bem, querem malta nas FA então que PAGUEM, não tenho interesse nenhum em defender o meu pais.

  • João Carvalho

    A diferença, Nuno Moutinho, é que, pelo facto de ser português, está obrigado a defender o País de que usa a nacionalidade. Não é uma questão de interesse; é uma questão de obrigação!
    Só a geração “mais bem preparada” pode pensar como você, demonstrando tal nível de ignorância e irresponsabilidade.