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Paulo Portas voltou a ganhar a liberdade de franco-atirador que tanto aprecia. Se souber posicionar-se como pensador de referência da Direita Liberal, terá o caminho aberto para um dia regressar em grande. 

Se há coisa com que Paulo Portas convive bem, essa coisa é o que os outros dizem dele. Nos últimos dias, comentadores e analistas, assessores e politólogos dissecaram, à lupa e a escalpelo, a sua anunciada decisão de fazer uma pausa na vida política, atribuindo-lhe intenções ocultas, manhas de bastidor e cálculos tenebrosos. Esqueceram-se, porém, de analisar a personalidade de PP e de ouvir, com todo o rigor, o que ele afirmou. Resultado: nem lhes passou pela cabeça que Paulo Portas possa desejar, apenas, fazer aquilo que disse – uma pausa na sua carreira política. Mas que seria de nós sem os inefáveis comentadores televisivos a complicarem o que é simples?

O que Paulo Portas afirmou, em 28 de Dezembro, perante a cacarejante brigada dos microfones, foi de uma transparência a toda a prova: não será candidato à liderança do CDS. O corolário é só um: está aberto o caminho para que o partido possa escolher um novo presidente no seu congresso de Abril próximo. Para além disto, muitas dúvidas podem colocar-se sobre o que irá PP fazer (escrever livros, pescar à cana, viajar pelo Oriente), mas o que realmente importa é saber o que sucederá ao CDS. E, neste capítulo, Portas auto-excluiu-se do debate e da solução.

Vamos por partes e abordemos, antes de mais, a personalidade do político que agora abandona a liderança do CDS.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.

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