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Nuno Alves Caetano

Em Portugal, vislumbra-se o aumento do IVA para 25%, o aumento do IRS para os escalões mais altos, a reintrodução do imposto sucessório para as heranças directas, o aumento dos combustíveis (que se reflectirá no aumento de bens essenciais) e do Imposto de Selo, etc. À imagem do Syriza, esquecem-se as promessas, recua-se nas medidas anunciadas e o povo, como desta feita as tropelias são oriundas da esquerda, tudo aceita pacatamente, apoiado pelo silêncio cúmplice dos sindicatos. 

Quando pensava no título destas linhas, equacionei chamar-lhe “Falência e burla socialista”. Porém, após reflectir por breves instantes, cheguei à conclusão de que seria mais correcto e verdadeiro abranger a “esquerda” em geral, face à realidade a que assistimos.

No último número de “O DIABO”, publicou-se um artigo precisamente sobre o fracasso da esquerda, no qual, pormenorizadamente, o autor demonstra a vergonha das diversas (des)governações socialistas e comunistas por este mundo fora, nomeadamente na Grécia, Brasil, Venezuela e, inevitavelmente, Portugal.

Contudo, e porque já estava a trabalhar neste texto, vou reforçar alguns aspectos que julgo dignos de nota e que são demonstrativos da inoperância, incompetência, corrupção e, nalguns casos, da actuação ditatorial desses (des)governos, baseando-me nos casos brasileiro e venezuelano, em testemunhos directos de amigos que ali vivem ou que com estes países têm relações (agora mais “ralações”) comerciais.

Comecemos pelo Brasil, cuja crise não tem precedentes e jamais atingiu o nível actual. De acordo com os analistas, para além de se prever o segundo ano consecutivo de acentuado decréscimo – contracção do PIB em 3,71% no ano de 2015 e previsão de contracção de 3% este ano –, a inflação atingiu o nível mais alto dos últimos dez anos, o que se traduz nos piores resultados económicos desde 1901. Segundo um amigo meu, a viver no Brasil desde 1975, o Brasil sempre atravessou crises, sempre superadas, considerando-se as mesmas como parte integrante do sistema, mas nunca uma crise como a de agora que quase travou o investimento, provocando distúrbios sociais como não há memória. De acordo com a sua opinião, o Brasil está um caos, tanto economicamente, como socialmente.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.

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