Base das Lajes ganha importância com guerra às portas da Europa

Base das Lajes ganha importância com guerra às portas da Europa

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João-Filipe-Pereira_PB-150x150

Enquanto a campanha eleitoral (ou o seu ridículo!) dominam a actualidade portuguesa, a Europa vê-se ameaçada com uma crise da moeda – que para alguns – é única, com uma vaga de imigração com consequência catastróficas a nível mundial e com uma “guerra fria” com os russos, para os lados da Ucrânia.

O cenário é bem pior do que parece. O seu encobrimento permite que o povo europeu viva, mais ou menos, descontraído a sua vida. Se a vaga imigrante começa a ser agora notícia e o debate público se começa a instalar, o mesmo não se passa quanto à Rússia. O que parece ser uma coisa lá ao longe – na Ucrânia – é, na verdade, bem mais preocupante. O cessar-fogo no Leste da Ucrânia não sai do papel. Os exercícios militares indicam que a Rússia e a NATO se preparam para um conflito. Um conflito em que os americanos dificilmente não vão querer entrar.

A Europa prepara-se mais uma vez mais para ser o palco de uma guerra. As violações aos acordos de Minsk – assinados em Setembro de 2014 e com votos renovados em Fevereiro de 2015 – são diárias, acompanhadas de trocas de acusações entre o Governo de Kiev e os separatistas pró-russos. Tal como a reiterada e desacreditada negação de Moscovo quanto ao envolvimento no conflito.

Com tamanha crise nacional, os portugueses olham para este conflito como algo distante. Não poderíamos estar mais enganados. Desta vez, Portugal terá de tomar parte. Não pode fazer jogo duplo como no passado. A preocupação aumenta quando sabemos que a nossa Tropa está cada vez mais desmotivada e que a cadeia de comando há muito que está minada.

O relatório da European Leadership Network (ELN), divulgado na semana passada, fez soar ainda mais os alertas. “A natureza e a escala” dos exercícios militares que têm sido levados a cabo na Ucrânia indicam que “a Rússia se está a preparar para um conflito com a NATO e que a NATO se está a preparar para um possível confronto com a Rússia”. Como pano de fundo, a crise na Ucrânia, acelerada pela anexação da Crimeia em Março de 2014, seguida da proclamação da independência dos pró-russos no Leste (e da guerra que lá se trava desde então).

Do lado russo, uma mega-operação, em Março de 2015, envolveu 80 mil militares e estendeu-se a toda a Federação. Do lado da Aliança Atlântica, quatro exercícios em Junho juntaram 19 Estados-membros e 15 mil operacionais no flanco leste da NATO.

A Rússia há vários meses que tem vindo a fazer voos de reconhecimento pala costa portuguesa, mas também pela Europa Ocidental e do Norte. Sem mencionar o alegado submarino russo na Suécia. Em Moscovo há muito que se prepara a informação para uma possível guerra. Os Estados Unidos sabem-no e o Congresso americano já repudiou a saída americana da Base das Lajes, nos Açores.

Aliás, houve uma proposta legislativa que propunha a deslocação das forças do AFRICOM da Alemanha para o território continental dos EUA e a transformação das Lajes na sua única base avançada.

Os americanos sabem que têm de priorizar a protecção do território. Mas não confiam na Europa para reter o avanço russo. O que ficou patente quando, depois da vitória do Syriza na Grécia, a Rússia pareceu ter-se tornado uma moeda de troca nas relações entre Atenas e Bruxelas. A Alemanha e os Estados Unidos assustaram-se e os gregos lá se afastaram. Até porque Moscovo roeu a corda cedo demais. Mas, o aviso ficou feito…

  • Das duas uma, ou isto é mais especulação, ou esta é a única forma de passar noticias no país. Digo isto porque os media em Portugal são muito direccionados.Se for possível estão os 3 canais de informação a dar a mesma coisa com repórteres diferentes.Se calhar ei de experimentar outros mais recentes,enfim…

    Quanto à Europa só gostaria de dizer que não estamos unidos nem psicologicamente, nem militarmente e por isso a meu ver, a palavra na gíria do futebol caracteriza tudo, somos uns pinos!

    Cumps