JOÃO FILIPE PEREIRA

Já não vale a pena falar de política, deste Governo mascarado ou de como PCP e BE comandam realmente o Executivo de Costa. O líder dos socialistas que não passa disso mesmo.

2016 está aí bem à porta e Portugal estagnou. Temos um Governo cuja face é a de um autarca, mas cujas decisões são tomadas pela Esquerda parlamentar.

Estamos parados à espera de algo ou de alguém. Mas ninguém sabe quem será o Dom Sebastião dos tempos modernos. Andamos há seis anos a dizer “é agora!”, mas o agora é constantemente adiado para amanhã. E o amanhã nunca chega.

Vendemos a Economia a Angola e à China. Vendemos o Turismo a Espanha e à Inglaterra. Vendemos Transportes, Água, Energia… Ficámos a pagar bancos privados.

A classe política virou os cidadãos contra os cidadãos – portugueses contra portugueses, como é o caso das críticas aos médicos, recentemente, aquando do caso do jovem que morreu devido a um aneurisma. Mas também polícias contra polícias e contribuintes contra Funcionários Públicos. Os políticos viraram filhos contra pais e criaram lutas geracionais, como se o problema tivessem sido os cidadãos – naquela velha (e errada) máxima de que andámos a viver a cima das nossas possibilidades.

Onde pára a geração dos “à rasca”?

Onde andam os Precários Inflexíveis?

Onde estão os militares portugueses – que enquanto Instituição tinham o dever de proteger os cidadãos e a Pátria?

O que andamos nós a fazer? Cada um de nós, enquanto elemento essencial à Democracia!

Com o aproximar do fim de mais um ano e o começo de um novo, esta é a época ideal para nos questionarmos sobre quem somos, o que fizemos e o que queremos fazer no futuro.

Está na hora de entender quem devemos combater enquanto cidadãos, criar uma estratégia enquanto sociedade e ir à luta por valores que parecem cada vez mais perdidos.

Daqui a uns anos iremos olhar para trás e perguntar como é que este triste e negro período nacional foi possível. Iremos questionar como é que enquanto sociedade o permitimos. Os nossos filhos e netos irão cobrar o Portugal que lhes entregarmos.