Manuel Silveira da Cunha

São dez os candidatos a presidente da república de Portugal. Apresentamos aqui o ramalhete para se ver a miséria desta república, que apenas consegue reunir estes candidatos.

Henrique Neto, empresário simpático, fez pela vida, não tem estudos superiores e foi deputado do PS depois de ter sido, em tempos remotos, membro do PCP.

António Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa, professor do Instituto de Ciências da Educação, um órgão grandemente responsável pelo desastre do sistema de ensino português. Apresenta a miséria de quatro artigos científicos em revistas maioritariamente ibero-americanas em toda a sua carreira. Nunca ocupou cargos políticos nacionais.

Cândido Ferreira. Médico e antigo presidente da Federação Distrital de Leiria do PS.

Edgar Silva, antigo padre madeirense, escreveu uns livros sobre a Madeira mas nunca exerceu qualquer cargo político nacional.

Jorge Sequeira (citamos o Correio do Minho) “com um vasto currículo — docente universitário, investigador, motivational speaker, comentador televisivo, empresário, consultor e autor”. Ah! Ah! Ah! Nota – As gargalhadas são do autor deste artigo.

Vitorino Silva ou Tino de Rans, calceteiro e antigo presidente Junta de Freguesia de Rans.

Marisa Matias, doutorada em sociologia com a tese “A natureza farta de nós? Saúde, ambiente e novas formas de cidadania”, deputada ao parlamento europeu.

Maria de Belém Roseira, jurista e funcionária pública, antiga ministra da Saúde e da Igualdade e antiga deputada, sem obra publicada.

Marcelo Rebelo de Sousa, antigo ministro dos Assuntos Parlamentares, antigo deputado, antigo presidente do PSD, conselheiro de Estado, professor universitário de Direito.

Paulo de Morais, matemático de formação, é docente da Universidade Portucalense no Porto, foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto. A sua única preocupação é a corrupção.

É caso para dizer que estes candidatos não valem uma vela como no velho dito “a cera é demasiado cara para tão vis defuntos”.

Como é possível que um candidato de tão grande valor como Manuel João Vieira não possa ser candidato e o tribunal constitucional tenha aceitado estas candidaturas? Há dois candidatos com currículos académicos decentes, mas qual o contributo que estes homens e mulheres deram para um melhor Portugal que os leve a pensar que podem ser presidentes da república?

A resposta é pouco clara, o problema é a república. O fraquíssimo valor da república portuguesa traz este refugo para a candidatura a Belém, é a única razão possível. Será que Paulo Morais pensa que pode combater a corrupção como PR? Que leva Maria de Belém a pensar que a sua nulidade mereça o voto dos portugueses para além do aparelho ressabiado do PS? Entre estes e os anteriores há poucas diferenças, são o passado e o futuro da república portuguesa em pleno século XXI.

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