Prémios 2014

Prémios 2014

MANUEL SILVEIRA DA CUNHA

Prémios “falta de sentido oportunidade” ou “quem me dera que esqueçam isto depressa”:

3ª Prémio, ou prémio “couve podre”. O primeiro prémio desta categoria no ano de 2014 é atribuído pelo autor destas linhas ao presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, que consegue, segundo notícia de 20 de Outubro de 2014 da agência Lusa, atribuir a medalha de Ouro da Cidade da Covilhã ao cidadão José Sócrates Pinto de Sousa.

2º Prémio, ou prémio “bandeira ao contrário”, vai para o presidente Aníbal Cavaco Silva. A condecoração poderia ser dada por inúmeros feitos deste brilhante político, nomeadamente pela notável alocução de Natal alinhado com a sua santa jarra, a doutora Maria Cavaco Silva, numa pose de alto nível de Estado, mas a condecoração não poderia deixar de ser atribuída pelo elevadíssimo discernimento ao ter condecorado o grande gestor Zeinal Bava.

1º Prémio, ou “sobremesa estragada”. Este prémio vai para o sentido de oportunidade do Exmo. Sr. Doutor, o mui douto e sabedor juiz conselheiro, antigo Procurador-Geral da República Pinto Monteiro, o mesmo que tudo fez para apagar as escutas ao cidadão José Sócrates Pinto de Sousa, que resolveu ir jantar com o preso 44, é certo que antes da prisão, para discutir livros e filosofia poucos dias antes de o seu comensal ter ido parar ao xilindró.

Prémio platina vai este ano para o meio académico. Este ano decidimos atribuir à Universidade da Beira Interior o prémio “Bava podre”. Atribuir o doutoramento honoris causa ao senhor engenheiro Zeinal Bava, o mesmo que levou a condecoração do presidente, foi mais uma importante decisão que revela em todo o seu esplendor o discernimento e clarividência do senhor reitor e do ilustríssimo senado dessa grande Universidade da Beira Interior.

Prémios “artistas do ano”:

3º lugar, prémio “Filipe II”. Vai inteirinho para Paolo Pinamonti, ex-assessor artístico do Teatro de S. Carlos, que conseguiu dever 14.000 euros à segurança social e ocupar um ano o lugar em incompatibilidade com o lugar que ocupava em Espanha como director do teatro da Zarzuela sem dar cavaco a ninguém.

2ª lugar, prémio “roque santeiro”. Vai para Zeinal Bava, o genial gestor que conseguiu destruir a PT em menos de um mês depois de diversos anos a trabalhar para o currículo. Levou ainda como prémio das asneiras que fez diversos milhões de euros de compensação.

1 º lugar, prémio “esqueceram-se do sal e apodreceu”. Vai para Ricardo Salgado. Não invoco razões porque precisaria do jornal todo.

Prémio platina, o prémio “o dinheiro não é meu”, vai para José Sócrates Pinto de Sousa.

Prémios políticos do ano:

Prémio “Bollywood não pode esperar” vai para o ilustre secretário de Estado da Cultura que pediu à direcção da OPART que se demitisse por ter feito um contrato com o senhor Pinamonti da sua própria responsabilidade. A escolha do incompatível Pianamonti também justifica o prémio.

Prémios “Alzheimer” de consolação para a ministra da Justiça, pelo colapso do Citius, para Nuno Crato pelas colocações anedóticas de professores e para o ministro da Defesa pela degradação das forças armadas.

Prémio “Alzheimer” bronze, empatado para a novel direcção do bloco de esquerda com seis cabeças.

Prémio Alzheimer de prata para o ministro Rui Machete.

O prémio Alzheimer de ouro vai por inteiro e direito próprio (aliás, desde há muitos anos é o vencedor incontestado a milhas dos eventuais competidores), para Mário Soares. Pedimos desculpas a Rui Machete, que bem se esforçou, mas é impossível bater Soares.

Prémio “Miguel de Vasconcelos” segue para Pedro Passos Coelho por ter deixado vender o país a retalho a estrangeiros, por não ter intervindo na questão da PT, e por ter justificado nas razões da requisição civil da TAP que, afinal, a empresa é estratégica para o país e não deve ser vendida.

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