Salazar, Sobrinho Simões e o analfabetismo

Salazar, Sobrinho Simões e o analfabetismo

Já aqui desmontámos a falácia (ver edição online de 18 de Março último) de que foi o 25 de Abril que acabou com o analfabetismo em Portugal. Foi Salazar quem lutou com todos os meios para acabar com esse flagelo. Os dados do INE não mentem, a redução de analfabetos foi muito superior entre 1933 e 1974 do que posteriormente. Sobrinho Simões, discursador de serviço no dia 10 de Junho, que fez aliás um excelente discurso no restante, deveria conhecer, como cientista que é, os números e o gradiente da curva de redução do analfabetismo em Portugal.

É pena que homens de ciência continuem a glorificar mitos infundados.

Não havia outro?

“É natural que me atribuam este prémio. Até podia ter sido mais cedo”. – Manuel Alegre

O poeta Alegre recebeu um prémio, o Camões. São cem mil euros pagos por si e por mim, cinquenta mil pelo Estado português e outros cinquenta mil pelo estado brasileiro. O poeta Alegre ficou muito contente. Segundo ele, já lhe era devido há muito tempo. Poeta Alegre é um poeta de rima fácil que, na nossa opinião, nunca escreveu nenhuma obra de vulto para além de “Cão como nós” e de outros manifestos semelhantes. É um homem de vaidades fáceis, livros curtos e esquecíveis. Digamos que Alegre estará ao nível de outros premiados como Rachel de Queiroz, que recebeu o prémio Camões em 1993 em detrimento de Jorge Amado, autor que nunca recebeu o prémio. A pergunta que fica é esta: não haveria um escrevinhador menos arrogante ou menos vaidoso, mas com um pouco mais de engenho e de génio, numa comunidade linguística que nos deu Pessoa e Camões?

Será Alegre o paradigma do escritor português do século XXI segundo o júri do prémio atribuído este ano a partir do Brasil?

Alegre vem compor um ramalhete onde pontificaram Miguel Torga, em 1989, entre outros portugueses vencedores como Vergílio Ferreira (1992), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Eugénio de Andrade (2001), Augustina Bessa-Luís (2004), António Lobo Antunes (2007), entre outros mais ou menos esquecíveis do calibre de Alegre.

Antigos combatentes

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa devolveu a dignidade aos antigos combatentes do Ultramar no dia 10 de Junho. Não só desfilaram entre as fileiras dos militares de hoje como foram efusivamente cumprimentados pelo Presidente. Devolvidos à condição de heróis contemporâneos e vivos, como o próprio afirmou, Marcelo agradeceu a cada um deles a sua presença na cerimónia militar.

Um dever tardio, que finalmente se cumpriu, um afecto que retira do olvido institucional homens que tudo deram à Pátria e que pouco receberam em troca. É tempo de integrar os velhos militares nas cerimónias militares e de lhes dar as devidas honras, é tempo de as forças armadas não se envergonharem do passado da Guerra em que os homens mais valentes de Portugal, com desprezo da própria vida, defenderam a Pátria que os mandou lutar. Os ideais mudaram, mas a Pátria em nome de quem lutaram não mudou nem nunca mudará.

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