Balanço do III Congresso da Cidadania Lusófona

Balanço do III Congresso da Cidadania Lusófona

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RENATO EPIFÂNIO

RENATO EPIFÂNIO

Navegou num mar revolto o Programa do III Congresso da Cidadania Lusófona – decorrido nos dias 31 de Março e 1 de Abril na Sociedade de Geografia de Lisboa, mas, no final, estiverem representados todos os países e regiões do espaço lusófono: Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Goa, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Macau, Malaca, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

No primeiro dia, após a Sessão de Abertura, em que intervieram Luís Aires Barros (Sociedade de Geografia de Lisboa), Philip Baverstock (CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), Maria Perpétua Rocha (PASC: Plataforma de Associações da Sociedade Civil. Casa da Cidadania), Renato Epifânio (MIL: Movimento Internacional Lusófono) e Luísa Janeirinho (Sphaera Mundi: Museu do Mundo), Adriano Moreira, Presidente Honorário dos Congressos da Cidadania Lusófona, deixou-nos mais uma inesquecível Lição de Sapiência, a juntar às dos anos anteriores.

Sem esquecer a intervenção de Ângelo Cristóvão, em representação da Galiza, e dos restantes oradores da tarde (D. Carlos Ximenes Belo, ausente, enviou uma Mensagem), destacamos a presença do brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, a quem foi atribuído o Prémio MIL Personalidade Lusófona 2014, pelo seu papel à frente do Instituto Internacional de Língua Portuguesa. Mais um nome a integrar a insigne lista de premiados, que aqui recordamos: Lauro Moreira (Brasil): 2009 | Ximenes Belo (Timor-Leste): 2010 | Adriano Moreira (Portugal): 2011 | Domingos Simões Pereira (Guiné-Bissau): 2012 | Ângelo Cristóvão (Galiza): 2013.

No dia seguinte, toda a atenção se virou para os representantes das várias Associações da Sociedade Civil de todos os países e regiões do espaço lusófono, em sucessivos painéis, presididos, da parte da manhã, por Abel de Lacerda Botelho (Fundação Lusíada) e Ângelo Cristóvão (Observatório de Língua Portuguesa), e, da parte da tarde, por Alarcão Troni (Sociedade Histórica da Independência de Portugal), Alexandre da Fonseca (Instituto dos Mares da Lusofonia) e Guilherme de Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura) –, tendo terminado a sessão com as intervenções de alguns membros da PASC: falamos, nomeadamente, de António Gentil Martins e Garcia Leandro, que estiveram presentes durante todo o Congresso, bem como de Mendo Castro Henriques.

O dia, porém, terminou, no Clube Militar Naval, em ambiente festivo, num magnífico jantar animado musicalmente pelo Grupo, bem lusófono, Manga di Rônco. E continuou na noite seguinte, num outro jantar, com o Presidente e o Secretário-Geral da Liga Africana, Carlos Manuel Mariano e Victor Fortes, em Belém. E continuou ainda nos dias seguintes, com as muitas trocas de e-mails: de felicitações, de pedidos de contactos e de informações. Estes Congressos, com efeito, têm servido também para isso: para consolidar e alargar uma rede de contactos e de afectos, que, neste ano, se alargou a várias diásporas lusófonas. Não fizessem elas parte, de pleno direito, desta nossa Comunidade de Língua Portuguesa.

Post Scriptum: O vídeo do III Congresso da Cidadania Lusófona pode ser visto no sítio do MIL (www.movimentolusofono.org). Esta semana, mais 3 sessões de apresentação da Nova Águia 15: 28.04.15 – 12h00: Escola Secundária da Cidadela (Cascais) | 02.05.15 – 15h00: Museu da Tapeçaria de Portalegre | 18h30: Associação Nova Cultura (Montargil).

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