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John C. Edmunds, Charles Winrich e Mark F. Lapham

Afinal, o nosso futuro não está condenado a ser um inferno de idosos empobrecidos (sobre)vivendo com reformas de miséria, como agoiram os profetas da desgraça. A análise de três prestigiados académicos norte-americanos aponta para um declínio demográfico gradual em que um aumento moderado da produtividade pode cimentar a transição de gerações nos empregos e a manutenção de um nível de vida compatível com os padrões a que nos habituámos.

Os cenários que apontam para o declínio demográfico não significam necessariamente que o futuro económico dos europeus esteja coberto por nuvens negras. A Europa, globalmente considerada, enfrenta o declínio da sua população activa e crescentes rácios de dependência, mas os europeus de todas as idades poderão continuar a gozar o mesmo nível de vida nas próximas dezenas de anos.

Esta perspectiva surpreendentemente optimista pode tornar-se realidade desde que se adoptem algumas reformas que já estão a ser postas em prática em vários países europeus. Além disso, há uma força positiva poderosa que está a melhorar o panorama geral, mas que não costuma ser levada em conta nos debates.

Para proceder a uma análise macro focada em países individuais, os nossos cálculos e argumentos incidem sobre seis países, incluindo tanto aqueles geralmente considerados débeis do ponto de vista económico, como outros que são tidos como bastante mais viáveis: Portugal, Bélgica, Estónia, Grécia, Itália e Polónia. Os dados estatísticos foram obtidos em sítios públicos acessíveis pela internet, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Eurostat, entre outras fontes públicas. Com base nestas fontes de reconhecida credibilidade, avançamos projecções e análises que contrastam com as projecções desanimadoras divulgadas pelas correntes dominantes.

De modo a fornecer parâmetros de análise e pontos de referência para a discussão, dividimos o tema em “pedaços”. Cada um deles aborda o tópico central a partir de uma perspectiva ligeiramente diferente mas sempre inter-relacionada. São estes os elementos da nossa análise:

  1. Cômputo preliminar do impacto económico directo: A partir do projectado número decrescente de trabalhadores activos, estimar o crescimento da produtividade por trabalhador necessário para manter o nível de vida.
  2. Ajustamento dos níveis de competência da força de trabalho: A partir dos números reais e projectados da força de trabalho por classe de competência, calcular projecções alternativas da produtividade necessária por trabalhador.
  3. O pior cenário: Estimar o impacto potencial de um declínio mais acentuado da força de trabalho produtiva resultante da emigração acelerada (além das estimativas actuais).
  4. Compensação parcial da quebra da produção: Os actuais activos financeiros da Europa e previsões de como aumentarão ou perderão valor proporcionam uma provável compensação à perspectiva globalmente negativa.
  5. Tendência continental, diferenciação nacional: Nenhum país europeu escapa a esta transição global, mas já se notam diferentes reacções nacionais nos dados estatísticos disponíveis.
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