VASCO CALLIXTO

No dia 11 de Setembro de 2001 estava na ilha do Corvo, nos Açores, quando um telefonema familiar de Lisboa me deu conhecimento da tragédia que ocorrera em Nova York, uma tragédia em que o mundo nem queria acreditar. Mas era uma dolorosa verdade e, de há 15 anos para cá, como não tardou a concluir-se, o mundo mudou, infelizmente, não para melhor.

Enquanto a tecnologia avançou, as relações humanas terão retrocedido e a triste panorâmica mundial dos dias de hoje bem o atesta. Sacudido por tal alarme na mais pequena e tranquila ilha dos Açores, de imediato me veio à mente a imagem captada em Nova York, quando da minha primeira viagem à América, que ilustra a capa do meu livro “Jornada Americana”. Inacreditável, que aquelas torres monumentais tivessem sido derrubadas pelos ódios político-religiosos e, com elas, tantas vidas se tenham perdido.

Conheci Nova York em 1974, no termo de uma jornada de 5.000 km por estradas da Costa Leste dos Estados Unidos, com uma incursão no Canadá. E atrevi-me a conduzir em plena cidade, por sinal sem problemas, até me deter na delegação da TAP, na famosa Quinta Avenida. E bem me recordo, pouco depois de ter saído do Holland Tunnel, rumo ao centro, logo ter avistado as altas torres do World Trade Center, que nem sabia bem onde “nasciam”, pois não lhes via a base.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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