O deputado do PCP, Miguel Tiago, teve a infeliz ideia de sugerir que os atentados de Bruxelas eram culpa da “malvada” direita. O dirigente comunista apenas “esqueceu” os crimes do terrorismo vermelho, que causaram ainda mais mortos por ano do que o terrorismo islâmico.

O DIABO não esquece. Fundado sobre a ameaça do terror comunista, suspenso por forças anti-democráticas vermelhas, vítima de uma bomba na sua redacção, este jornal enfrentou a sua dose de “tolerância” e “solidariedade” da esquerda.

Depois de o deputado do PCP ter feito a sua declaração nas redes sociais, que depois apagou (tem medo do quê, senhor deputado?), exigia-se uma análise dos números de mortos causados pelos terroristas vermelhos. As conclusões são interessantes.

Imagem 1Os comentários do deputado comunista na internet 

Vermelho, mas de sangue derramado

2015 é o ano mais sangrento da última década: quase 150 pessoas perderam a vida devido ao terrorismo, largamente por culpa do atentado de Paris. 2016 caminha para ser mais um ano de sangue derramado nas ruas da Europa.

Não descartando até mesmo a morte de apenas um inocente às mãos do terrorismo como sendo absolutamente inadmissível, quando olhamos para os números, se 2015 estivesse inserido nos anos 80 do século passado, então seria um ano relativamente pacífico.

Em 1974, ano do golpe do 25 de Abril, morreram mais de 400 pessoas em atentados terroristas por toda a Europa. Nos dois anos que se seguiram, “apenas” morreram 300, incluindo muitos portugueses às mãos das infames FP-25.

Em Espanha, a ETA, que defende o “socialismo revolucionário”, causou quase o equivalente de mortos ao atentado de Paris em 1978, 1979 e 1980, e até aos anos 90 continuou o trilho de sangue. Em Itália, a instabilidade causada pelas Brigadas Vermelhas chegou a tal nível que em 1978 Aldo Moro, o presidente do maior partido de direita do país, o Partido da Democracia Cristã, foi raptado e brutalmente assassinado por terroristas de esquerda. Durante os “anos de chumbo”, centenas de inocentes encontraram a morte pela mão da extrema-esquerda.

Em França, o terrorismo partiu do grupelho “Acção Directa”, que se definia como uma “organização de guerrilha urbana”, enquanto a Bélgica foi atormentada pelas infames “Células de Combatentes Comunistas, e a Grécia teve de enfrentar a “Organização Revolucionário 17 de Novembro” que causou dezenas de mortos.

No Reino Unido, uma das maiores facções do IRA considerava-se marxista e tinha o objectivo de unificar a ilha como uma “república dos trabalhadores”, nem que para isso tivesse que afogá-la em sangue.

Paz temporária

Terminada a Guerra Fria, e revelado o embuste do comunismo, a Europa ocidental entrou num período de relativa estabilidade. 2003 foi o ano com menos mortos causados por terrorismo em muito tempo: apenas 4 pessoas perderam a vida.

Mas um novo inimigo estava às portas. Os atentados de Madrid e Londres, onde pereceram, respectivamente, 191 e 52 inocentes, foram apenas uma amostra do que estava para vir. Com excepção do ano de 2011, em que um louco assassinou 77 inocentes na Noruega, o número de mortos por via do terrorismo manteve-se baixo, mas os sucessores dos movimentos vermelhos estão aí. O terrorismo regressou à Europa.

Vale tudo? Vale, pois!

Mas a rápida reacção do deputado Miguel Tiago, que tentou misturar políticas de Governos legitimamente eleitos com terrorismo islâmico, reflecte bem a lógica de vale tudo da extrema-esquerda. No seguimento do atentado de Bruxelas, a preocupação de muitos elementos do PCP era com… o mediatismo da eurodeputada Marisa Matias.

Para o deputado Miguel Tiago, a solução para o problema do terrorismo é “acabar com a política de direita”. Curiosamente, será difícil encontrar um caso de um liberal ou de um conservador moderado, ou até mesmo de um social-democrata a colocar bombas para matar pessoas inocentes. No entanto, foram muitos aqueles que, ao serviço da ideologia que o senhor deputado defende, o fizeram.

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