O melhor presidente de câmara dos últimos cinquenta anos

O melhor presidente de câmara dos últimos cinquenta anos

“O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enviou para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) uma auditoria pedida pelo anterior Executivo à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)”.

A notícia foi avançada no último sábado pelo semanário ‘Expresso’, que confirmou, junto do gabinete da procuradora-geral da República, que os resultados da auditoria à instituição dirigida por Pedro Santana Lopes estão a ser “apreciados no âmbito de um inquérito que corre termos no DIAP”. “Recorde-se que o antigo primeiro-ministro foi reconduzido em Março pelo actual Governo no cargo de provedor da SCML, que ocupa desde 2011”.

Vamos analisar esta notícia em detalhe. Foi publicada pelo ‘Público’ e corresponde a uma auditoria velha de 2015, pedida então para impedir o social-democrata Santana Lopes de concorrer a presidente da república, provavelmente por gente ligada ao CDS dentro do ministério da tutela, a segurança social, ou então por socialistas em conluio com centristas, dentro da mesma tutela da segurança social, que pretendiam minar o apetecido lugar de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Provavelmente a justificação funciona nos dois casos, e tentaram matar dois coelhos com uma cajadada.

Hoje em dia a notícia é desenterrada, isto porque Santana Lopes pondera concorrer a presidente da câmara de Lisboa. Anunciou que até final de Julho decidiria se avançava. Note-se que não há nenhuma ligação entre a auditoria e o nome de Santana Lopes.

A notícia é construída de forma insidiosa: primeiro fala-se do anterior Executivo, mas não se explica em que contexto a auditoria foi pedida nem que a tutela era centrista, num ministério cuja estrutura está povoada de socialistas; logo, não foi Passos Coelho, apesar de liderar o anterior Executivo, quem pediu a auditoria. Segundo, e mais gritante: o nome de Santana Lopes vem mencionado como dirigente da Santa Casa mas nunca como responsável dos factos: uma aquisição do palácio de S. Roque, a contratação de uma agência de comunicação e de um serviço de amas (este último é de pasmar).

A realidade é esta: Santana Lopes foi presidente da câmara de Lisboa em 2002, 2004 e 2005, e foi o melhor presidente de câmara de todo o período democrático. Em três anos fez mais do que todos os socialistas que por lá passaram, que em vez de terem feito obra têm destruído a cidade e entregue a mesma a interesses obscuros, muito ligados à família Espírito Santo, destruído a mobilidade, prejudicado claramente os transportes públicos, descurado a acção social, expulsado os lisboetas da sua cidade entregando a mesma aos turistas e aos interesses imobiliários ligados ao negócio do turismo, têm conseguido destruir o comércio tradicional com políticas vergonhosas que potenciam lojas indiferenciadas internacionais e aldrabices descaradas; como exemplo cito a grande ideia do “pastel de bacalhau com queijo da serra”, que é o modelo desta vereação de jovens turcos do PS, os mesmos que destroem os brasões das cidades do Império mas querem oferecer aos islamitas uma mesquita de borla, os mesmos que têm destruído os espaços verdes, como nos Olivais (entregues irresponsavelmente a uma junta sem capacidade nem engenho), os mesmos que têm descaracterizado a cidade, destruindo as calçadas e realizando obras eternas que destroem a qualidade de vida dos cidadãos, obras que poderiam ser feitas em fracções do tempo, numa lista interminável de asneiras que não tem fim.

Santana Lopes é assustador, porque ganhará sem a menor dificuldade a Câmara de Lisboa a esta gentalha que tem desgovernado a cidade e apenas tem feito política em seu benefício próprio. Santana Lopes pode ter sido um mau primeiro-ministro, mas foi certamente o melhor presidente de câmara e o povo lembra-se.

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