Dica para uma tarde de Sábado

Dica para uma tarde de Sábado

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Mais que um lugar onde se conservem ou guardem películas cinematográficas, a Cinemateca Júnior é um lugar fantástico, o que por lá está e passa encanta e faz sonhar “dos 8 aos 80” (os primeiros até dispõem de um passaporte escolar). Bem que se podia pregar um “para todos” na porta da entrada desta sala de espectáculo, ali onde as tardes (e fazerem sessões às 11h?) de Sábado no Salão Foz são sempre bem passadas e uma experiência a repetir, porque mágica.

Mágica porque, logo à partida, o espaço físico da Cinemateca Júnior (hall, bilheteira, sala e ‘foyer’) assim nos convida, remetendo-nos para cem anos atrás, altura em que por ali havia um Cinema Central (ao tempo a sala mais luxuosa de Lisboa, com uma lotação de 425 lugares), que antes disso havia sido uma loja de artigos eléctricos, imagine-se, logo após ter sido a capela privativa dos senhores do Palácio Foz.

Depois, porque é maravilhoso podermos observar de perto, mexer, mesmo, na inúmera “memorabilia” de antanho, que ali se encontra em exposição permanente, das lanternas mágicas às sombras e aos discos de fenaquistiscópios (só soletrando, mesmo) e tantas outras fundações da Sétima Arte.

Finalmente, porque a qualidade, o bom gosto e a pedagogia têm sido apanágio da sua programação em termos fílmicos, basta ver o título que vai ser projectado no próximo dia 28 do corrente, na sala dos Restauradores: “Eduardo Mãos de Tesoura”, o gigante dos maiores dos filmes de Tim Burton, datado de 1990, com Johnny Depp.

Fica a sugestão: passe por lá e delicie-se duplamente, interaja com o museu e veja ou reveja “Eduardo Mãos de Tesoura”, a espantosa e inolvidável “fantasiosa e negra variação do tema de Pinóquio (…) o ‘boneco’ deixado incompleto (mãos de tesoura) por um novo Gepetto, que é a última aparição no cinema do grande Vincent Price, numa homenagem prestada por Tim Burton, seu grande admirador”. Vai ver que não se arrepende.

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