Namoro à Espanhola

Namoro à Espanhola

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Ideal para uma tarde de chuva

PAULO FERRENO

“Namoro à Espanhola”, do madrileno Emilio Martínez-Lázar, é uma comédia em tom de paródia ligeira, e brejeira em muitos momentos, aos supostos clichés que os não bascos (e o título no original é muito mais sugestivo: “Ocho apellidos vascos”), mais propriamente, os andaluzes, terão acerca dos oriundos da “terra do euskara” e vice-versa. A receita para estas coisas já é velha mas parece que muito realizador continua a ter um forte sentido de oportunidade, sobretudo agora, no rescaldo do mega-sucesso francês “Rumo ao Norte” (Dany Boon, 2008), que está para durar (haverá algum por terras lusas para breve?), sendo que desta vez estamos perante o óbvio.

Trata-se de cavalgar êxito alheio – e o italiano Luca Miniero já o havia feito com “Bem-vindo ao Sul”, em 2010 – sem lhe acrescentar mais nada do que apenas alguns condimentos. E, tal como em muitas outras ocasiões, estamos mais uma vez perante a prova provada de que o primado do original sobre a ‘remake’ é mais do que certo, ainda que seja indiscutivelmente verdade que ninguém sairá mal disposto de “Namoro à Espanhola” pois o filme diverte de tão tonto que é e há cinco personagens impagáveis: o noivo incauto (Dani Rovira), a viúva picante (Carmen Machi), o padre Inazio (Aitor Mazo) e os colegas do botequim sevilhano (Alberto López and Alfonso Sánchez).

  • Título original: Ocho Apellidos Vascos
  • Realização: Emilio Martínez Lázaro
  • Com: Clara Lago, Dani Rovira, Carmen Machi, Karra Elejalde
  • ESP, 2014, 98 min.
  • Estreia: 18 de Setembro de 2014.

 

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