PAULO FERRERO

“Teoria de Tudo” é acima de tudo uma impressionante história, a de vida do astrofísico inglês Stephen Hawking, a quem um dia foi diagnosticada uma terrível doença degenerativa chamada esclerose lateral amiotrófica, a qual, contudo, o não conseguiu vergar na sua senda estóica pela explicação definitiva sobre a origem de tudo…“isto”.

Pena é que o filme realizado por James Marsh passe praticamente ao lado da maior parte do muito que Hawking pensou e pensa, disse e diz, escreveu e escreve desde há algumas décadas a esta parte sobre esse fascinante mistério, e que se resuma a pouco mais que um bonitinho e inofensivo telefilme para consumo de final de tarde, uma história de amor com sotaque inglês bem vincado (fica sempre bem), um enredo que mereceu a aprovação e o aplauso da primeira mulher de Hawking (o que lhe dá o certificado de verdade histórica) e que a saudosa ITC, por exemplo, não desdenharia, por certo.

Certo é que estamos também perante um filme de actores, não fossem quase todos ingleses, aqui mais Felicity Jones, compondo uma credível e discreta primeira Mrs. Hawking, do que o esforçadíssimo Eddie Redmayne, aqui e ali tiques e ademanes, aliás, o que só comprova que se há galardão que não olha a injustiças esse galardão chama-se Óscar.

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