Deus ainda tem futuro?

Deus ainda tem futuro?

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A Igreja ainda tem futuro?

JOÃO VAZ

Uma Igreja moderna e arejada, seja lá isso o que for. Uma Igreja que não se sabe muito bem ao certo em que assenta. Nada de milagres, para começar. Atentam contra a razão e o sr. Hume podia achar mal. Nada de exageros. Um rosto feminino para Deus, que é pai e mãe. E, por isso, quotas. Porque há demasiados santos no masculino. Não pode ser, pois claro. E demasiados santos brancos, acrescento.
Uma visão progressiva de Cristo, que talvez não quisesse bem dizer aquilo que disse, até porque não conhecia a hermenêutica, essa grandiosa invenção que nos mostra claramente a uma outra luz o que foi escrito à sombra. Uma igreja abrangente, que seja apenas mais uma entre muitas, todas elas detentoras da verdade. Tudo muito ‘new age’, certamente, ao agrado das massas, aparentemente.

O problema é que as massas não vão nisso. O problema é que a Igreja quer-se Igreja, não comité. Até Pio XII havia uma religião verdadeira. As outras eram falsas. Mais nada. Tão simples como isso.

Hoje, quando Dom Bernard Fellay diz uma coisa dessas é o fim do mundo. Porque a Verdade está hoje, mais do que em qualquer outra ocasião, fora deste mundo. O que Cristo disse há 2000 anos, sendo verdade, é-o agora como nessa altura, independentemente das vontades de teólogos progressivos, mais devotos da sociologia marxista do que da fé católica.

Se a Igreja perde vontades, é também (e, se calhar, sobretudo), por isto. Porque se quer transformar o Mistério em razão, apesar da Bíblia não ser um romance policial. Para simplificações excessivas existem as seitas heréticas (palavra tão fora de moda, claro), que dão espectáculo melhor e com mais efeitos do que essas cópias patéticas que se vão vendo no catolicismo. Porque a alegria da fé não se dilui numa guitarrada à maneira pentecostal.

Este Natal, mais uma vez, ficou marcado pelo recuo das manifestações cristãs na Europa. Podem ofender os alógenos. Na Alemanha houve pelo menos uma Igreja a ser invadida por jovens muçulmanos, com insultos aos católicos. Também por lá apareceram uns políticos sugerindo que os cristãos passem a entoar umas lindas melodias islâmicas nas celebrações natalícias.

Dois exemplos, entre muitos, dos que diariamente provam a ofensiva contra a Igreja Católica. O pior é que ela vem do exterior e do interior, e assim vemos ao lado dos inimigos naturais os teólogos progressistas, que a querem transformar numa coisa que não é nem pode ser. E é disso que se trata aqui

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