O chefe do Governo não quer nem ouvir falar de 25 de Novembro de 1975 – o dia em que os democratas puseram fim ao PREC e afastaram do poder os comunistas e a extrema-esquerda, seus actuais aliados na geringonça.

Compreende-se: nada há mais embaraçoso para o actual secretário-geral do PS do que ser confrontado com a história do seu próprio partido – e, em larga medida, com os valores que estiveram na sua fundação. Porque, na prática, tudo o que ele faz hoje contraria e desmente esse passado e esses valores.

O golpe de 25 de Abril, prometendo democracia e liberdade aos portugueses, acontecera havia mais de um ano. De imprudência em imprudência, os militares no poder permitiram (e em alguns casos estimularam) a radicalização do novo regime até ao ponto da loucura. Da ruptura. No “Verão quente” de 1975, com grande parte da economia “nacionalizada” e gerida por comissões de incompetentes, com a tropa reduzida a um farrapo, com os campos na mão dos maraus, com as províncias ultramarinas entregues aos terroristas da véspera, o País deu o seu grito de revolta.

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