Campanha sem chama, candidatos sem carisma, ideias sem substância

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A falta de mobilização dos militantes dos vários partidos e o desinteresse com que as caravanas partidárias foram recebidas pela população nesta campanha eleitoral para as europeias confirmaram as expectativas mais pessimistas: para o sufrágio de domingo não se prevê nenhuma corrida às urnas…

Quem acompanha estas campanhas há vários anos frisa que, com uma rua fraca, os partidos apostaram o tudo

por tudo nos jantares, onde conseguiram algumas (ainda que escassas) enchentes. Mas o tom geral tem sido de de fraca participação, o que leva a pensar que este clima de desinteresse possa levar a uma abstenção recorde nestas europeias, já de si as eleições que “dizem menos” aos portugueses.

Há cinco anos, a abstenção já subiu aos 66%; e este ano, apesar de o recenseamento automático através do cartão do cidadão ter permitido registar um total de 10,8 milhões de eleitores, entre residentes no território nacional e residentes no estrangeiro, as expectativas de um voto expressivo são poucas.

Gerindo um quase silêncio total, Marcelo Rebelo de Sousa já fez apelos ao voto, sabendo-se que irá fazer um apelo ainda mais formal mais perto das urnas. Combater a abstenção e levar a uma maior participação é um dos grandes objectos do PR. Também para combater a abstenção, o Executivo decidiu fazer uma grande aposta nos emigrantes e no voto antecipado, como relatamos na página 11 desta edição.

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