Caridade Hipócrita de Santa Catarina do Bloco Esquerda

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O Bloco de Esquerda (BE) mostrou mais uma vez ser um Partido de elites políticas privilegiadas, altamente hipócritas e excessivamente representadas na comunicação social, além de completamente alienadas das preocupações dos portugueses comuns.  A sua líder, Catarina Martins, no recente debate com André Ventura do Chega afirmou, por duas vezes, invocando até o Papa Francisco, que quer ajudar economicamente gente pobre vinda de todo o mundo que queira vir para Portugal.  Esta sua caridade subitamente católica até seria por nós apreciada e valorizada, se Catarina Martins a praticasse com o dinheiro dela ou do partido dela. No entanto quer praticá-la, claro, exclusivamente com os impostos e sacrifício dos outros portugueses. Nem sequer quer dinheiro de investidores internacionais do programa Golden visa. Os Portugueses que paguem sozinhos tudo o que esta política poderosa quiser e sonhar! 

É sempre fácil encontrarmos hipócritas a serem generosos para os pobres com dinheiro (impostos) alheios, quanto à generosidade genuína, com dinheiro próprio, essa é que é mais difícil de encontrar, sobretudo no BE! Aprendemos no debate que Catarina Martins votou contra a redução do seu salário enquanto deputada, não quis a eliminação das reformas para políticos condenados por corrupção, e quer manter a isenção do imposto municipal sobre imóveis (IMI) para BE enquanto partido.  Surpreendidos, aprendemos também que Martins, que tantos impostos impõem a milhões de Portugueses maioritariamente remediados, recusa impostos vindos de estrangeiros ricos.  

Curiosamente, o BE enquanto defende a vinda de estrangeiros pobres, não quer cá estrangeiros ricos.  Ai, já parece ser o BE que tem preconceitos xenófobos, insinuando que todos os estrangeiros ricos que adorem Portugal e cá quiserem comprar casa cara são corruptos e deveriam ser rejeitados.  Martins, opôs-se ferozmente e por duas vezes ao programa dos vistos gold como o único exemplo por ela apresentado de corrupção.  Verdadeiramente espantados, aprendemos no debate que a possível corrupção mais preocupante para o BE, é a que envolva trazer dinheiro para Portugal via investimento imobiliário que gere empregos em agencias imobiliárias a empresas de construção, além de gerar impostos sobre estrangeiros para o estado que financiem sustentavelmente Portugal. Isso o BE não quer. 

Já a possível corrupção nacional que retire dinheiro aos portugueses, e literalmente faça voar dinheiro para bem longe de Portugal, como os bizarros negócios da TAP, CP, Lítio, Barragens, Centrais, Renováveis, Kamov, ou SIRESP, não parece preocupar muito o BE, não tendo sido citado um único desses exemplos.   Para Martins o dinheiro do estado para beneficiar meia dúzia de falsos negócios ligados ao PS suportado pelo BE, só deve vir dos bolsos de milhões de contribuintes Portugueses.  

O BE não se parece preocupar muito com o modelo de altos impostos e estagnação económica de extrema esquerda por si defendido e implementado juntamente com o PS que leva quase 70 000 portugueses a emigrarem por ano.   Sinal do grande alheamento da líder do BE sobre as preocupações e esforços dos Portugueses, enquanto com lágrima no olho falou das famílias internacionais separadas, não lhe ouvimos uma única palavra de apreço ou solidariedade para com as centenas de milhares de portugueses emigrados e também separados das suas famílias.  Catarina Martins e os seus bloquistas querem lá saber das dezenas ou centenas de milhares de netos portugueses no século XXI a chorarem desesperados quando se despedem dos avós portugueses, por os pais terem de procurar trabalho fora de um país falido pelas políticas de esquerda caviar elitista do PS com o apoio do BE e PCP.  Catarina quer é pintar-se como santa católica da elite internacional.

O BE não faz nem quer fazer ideia nenhuma das preocupações terrenas dos Portugueses. Por exemplo, a desmotivação tremenda que representa para um português suficientemente qualificado e esforçado na sua profissão ver metade do seu ordenado a desaparecer em imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS) para pagar os desvarios do BE; ou o sacrifício enorme que é para um português comum   comprar uma casa, pagando um imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) e depois ainda mais um IMI todos os anos. Por isso Catarina Martins para os seus colegas deputados defende ordenados muito acima da média, nada relacionados com qualificações profissionais, mas com nomeações e amizades de chefes partidários como ela.  Para o seu partido também se resguarda de pagar IMI. No entanto, com hipocrisia desavergonhada, pede impostos sobre o rendimento cada vez mais crescentes para os trabalhadores por conta de outrem qualificados ou para qualquer cidadão comum que tenha ou queira comprar um imóvel.  Esta atitude de “faz o que eu digo não faças o que eu faço” das elites lusas poderosíssimas como o BE que tomaram conta do poder em Portugal nas últimas décadas é o que mais mina e enfraquece a democracia Portuguesa, ainda mais que o populismo. A abstenção tem sido enorme nas últimas décadas por culpa da elite política como Catarina Martins.  O BE e os partidos que o precederam tem sido um dos bastiões mais fortes do poder e do domínio da comunicação social em Portugal. Relembremos que Francisco Louçã é conselheiro de estado e do banco de Portugal. Tem por hobbies brincar com os genocídios de milhões de seres humanos desde que sejam praticados por regimes comunistas. No entanto, ninguém nos mídia tradicionais chama extrema esquerda ao BE nem responsabiliza o BE pela fraca qualidade da democracia em Portugal. Os Portugueses cada vez mais percebem que isto não faz sentido nem há um debate cívico sério sobre as virtudes e defeitos de cada protagonista político. Por muito que os mídia queiram fazer de Catarina Martins uma santa e de todos os que a contradigam o diabo, os Portugueses percebem que nem tanto ao mar nem tanto à terra. Por isso ridicularizam nas redes sociais a eterna santificação desta Santa Catarina. 

Catarina Martins logo a seguir ao debate em que aprendemos e refletimos sobre todas estas suas fraquezas e do seu partido, foi elogiadíssima e defendida pelos seus colegas do BE e fãs omnipresentes nos comentadores televisivos pagos há duas décadas para dizerem sempre a mesma coisa previsível: Bem do BE e da situação de estagnação económica nacional. Neste artigo não analisámos Ventura pois este, ao contrário de Martins, não foi ainda poder efectivo durante os últimos 6 anos seguidos, mas analisámos a poderosa Martins, dando voz à verdade independente sobre o BE porque voluntária, num dos poucos espaços não hiper povoados pelo BE e seus amigos.

A conclusão é que valorizámos o muito que aprendemos sobre o BE nos 25 minutos de debate entre Martins e Ventura. Finalmente apareceu contraditório ao BE na televisão. Isso já foi positivo e uma contribuição inovadora e disruptiva para o marasmo pantanoso e sem contraditório de sempre os mesmos comentadores como Marques Mendes, Marques Lopes ou os familiares de Costa na SIC e na RTP, entre tantos outros, há décadas a santificarem e bajularem políticos poderosos de extrema esquerda como Catarina Martins. Isto sem nunca questionarem os efeitos diabólicos das decisões desses poderosos nas vidas dos portugueses, desde o altíssimo nível de endividamento ao altíssimo nível de emigração portuguesa. ■