Floresta portuguesa ao abandono

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MARIA COSTA

Se os milhões de euros anunciados para as florestas resolvessem problemas, o País não estaria em desflorestação – acusa o engenheiro silvicultor Paulo Pimenta de Castro, presidente da Acréscimo (Associação de Promoção ao Investimento Florestal), respondendo a um questionário de O Diabo. Pimenta de Castro, que tem vasto currículo na área da Silvicultura, foi técnico superior da CAP e perito junto da Comissão Europeia, alerta: “A medida apressada do Governo” visando as operações de limpeza da floresta é uma “perseguição a pensionistas com pensões rurais e a emigrantes” e já “gerou forte especulação” entre as empresas da especialidade. Eis as suas respostas às nossas perguntas.

  1. A Acréscimo tem sido muito crítica das medidas do actual Executivo em matéria de política florestal. Qual devia ter sido a metodologia seguida?

As críticas não respeitam apenas ao actual Governo. Acontece é que o tempo vai passando e a situação vai-se agravando. De facto, a produção de legislação avulsa na área florestal já é tema para doutoramento. Quanto à metodologia a seguir, já não há novidade. O Governo poderia ter optado pela seguida pelo ministro Mira Amaral, trazendo a Portugal um especialista em planeamento estratégico, ou a que foi desenvolvida pelo ministro Gomes da Silva, discutindo previamente com os parceiros do sector, grupos sociais e outros interessados nas bases de um planeamento. O que se faz agora, mesmo depois destes exemplos da década de 90 do século passado, é navegação à vista.

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