Onde vais, País que eu choro?…

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Plagiando o poema da célebre canção que diz “onde vais, rio que eu canto?”, eu digo: “onde vais, País que eu choro?”.

É difícil assistir-se a tanta incapacidade, inércia e falta de senso, a todos os níveis, desde as Juntas de Freguesia, Autarquias, Assembleia da República e ao Governo, como acontece em Portugal.

Em Lisboa, vamo-nos deparando com o triste espectáculo de transformar a capital portuguesa numa enorme ciclovia para satisfazer o ego e exigência de uns pacóvios que, em minoria, barafustam forte, amedrontando a maioria – porque precisa dos seus votos para se manter no poder – que, de forma subserviente e covarde, não ousa contestar, “correndo” com os habitantes da cidade em detrimento do turismo. 

Curioso é verificarmos que, para além do atrás referido, o resultado das medidas contraria em absoluto o objectivo anunciado. 

Os casos mais flagrantes são o aumento da poluição e dos congestionamentos do trânsito em artérias como a Avenida Almirante Reis, a Avenida da República e todas as outras avenidas e ruas onde reduziram o número de faixas de circulação automóvel para apenas uma via, a fim de criarem corredores para bicicletas, o que denota uma total ignorância e estupidez. 

Parece, contudo, que essa constatação não incomoda os responsáveis que, na sua vaidade suprema e subserviência, ignoram a realidade. 

Temos Ministros a declarar de peito cheio e ar “muito entendido” que “a direita não sabe nada de economia”, esquecendo-se de que foi o seu Partido – Partido Socialista – que já levou três vezes Portugal à falência e que foram os Partidos de uma suposta direita que conseguiram salvar o País desse estado deplorável em que se encontrava, o último dos quais, e talvez o mais dramático, no consulado de José Sócrates, com António Costa como Vice-Primeiro-Ministro. 

Os obreiros da recuperação foram a coligação PSD/CDS. 

O drama não é a frase propriamente dita, porque se enquadra no estilo arrogante e absurdo dos socialistas, mas sim o constatarmos que se alguém com a responsabilidade de Ministro profere uma enormidade destas, face à realidade dos factos, nos leva a interrogar: o que esperar da sua gestão?

Ora, se os “incapazes” logram tirar o País da ruína, ruína essa alcançada pelos “iluminados e competentes”, algo está errado e nos faz temer o futuro próximo. Desde logo, porque a ordem dos factores está invertida e, sendo um Ministro o responsável por essa distorção, há que recear o pior. 

A Ministra da Justiça, em resposta à Iniciativa Liberal, afirma que “as crianças e jovens vítimas de maus tratos não são da sua competência”. Poderá, em parte, ter razão, se se referir às competências da Administração Interna, mas sacudir pura e simplesmente a água do capote é que é inadmissível, pois compete à Justiça elaborar leis eficazes e dissuasoras que contribuam para o combate deste tipo de crimes, bem como ser célere na aplicação da Justiça. 

Mais uma vez ficamos a duvidar da Justiça em Portugal e sem poder confiar na mesma.

Surgem notícias de que, nos últimos dez anos, o montante das fraudes respeitantes aos subsídios europeus atingiu a módica quantia de 2.3 mil milhões de euros, verba que possibilitaria resolver muitos dos problemas prementes com que Portugal se debate, nomeadamente na saúde e na educação. 

Espantosamente, ninguém se indigna com o facto e muito menos se vê alguém exigir e tomar medidas para encontrar os responsáveis e diligenciar no sentido de tentar ressarcir Portugal do prejuízo. 

Assustador é assistirmos à indignação das autoridades portuguesas ao repudiarem as exigências de países da União Europeia que pretendem e exigem – e muito bem –, com toda o direito que lhes assiste, controlar a aplicação das verbas entregues aos países no âmbito do projecto de recuperação pós COVID. 

Têm medo de quê? Como diz o velho e sábio ditado, “quem não deve, não teme”. Parece que o Governo Socialista teme alguma coisa. 

Desde logo, esse temor implica o aumento da preocupação dos cidadãos, receosos de que novamente não se saia da cepa torta por via da aplicação indevida das verbas recebidas e falta de tomada de medidas eficazes que sustentem as mesmas, bem como da desconfiança política e governativa.

Exige-se total transparência, algo que o Partido Socialista tem dificuldade em defender e executar.

E que dizer de um Governo que pretende alterar uma Lei a fim de poder levar adiante um projecto que esbarra na mesma, abrindo um precedente gravíssimo que colocará o País à mercê de um qualquer doido que possa surgir no futuro? 

A ditadura socialista, dia após dia, vai-se impondo, inicialmente de mansinho, agora com total desplante. 

António Costa, certamente com saudades dos “punhos cerrados”, das oligarquias comunistas, e querendo sentir-se na pele de líder de uma espécie de “Soviete Supremo”, pisca de novo o olho aos Partidos da extrema-esquerda – PCP e BE – convidando-os para uma nova “geringonça”. 

Li uma vez esta frase, que não poderia ser mais verdadeira: “O socialismo consiste em encher as pessoas de promessas intermináveis, que nunca terão nenhuma hipótese de serem cumpridas”.

É exactamente, sem tirar nem pôr, aquilo que António Costa e o Partido Socialista têm feito, com tanta eficácia – obviamente graças também aos apoios da Comunicação Social –, e em que o povo, cego e ingénuo, acredita. 

Para onde se encaminha este pobre País? ■