“Mais uma moedinha, por favor”, pede António Costa em nosso nome

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A braços com uma das maiores dívidas do mundo, criada pelos sucessivos Governos PS, o primeiro-ministro anda silenciosamente nos últimos meses em périplo a pedir umas esmolas em todas as esquinas – não importa se é aos chineses, aos americanos ou aos europeus. Infelizmente, tudo o que nos “dão” ser-nos-á cobrado, seja em dinheiro, soberania ou infra-estruturas.

É um número que mete medo a qualquer português patriota: o Governo da geringonça contraiu nos últimos anos 250 mil milhões de euros em dívida. Colocando este número em perspectiva, mesmo que entregássemos aos credores toda a riqueza nacional produzida num ano, o total não daria para pagar tudo o que ficámos a dever. Fosse Portugal um clube de futebol e estaria na tal “falência técnica” de que tanto se fala nas televisões. Até António Costa, que prometeu tudo a todos, já se apercebeu de que os cofres da Nação estão mais do que vazios: verdadeiramente, não temos um cêntimo furado. No entanto, em vez de dar continuidade a verdadeiras políticas de contenção orçamental e reforma política, o primeiro-ministro preferiu a via da austeridade encapuzada – nomeadamente por via das “cativações” – enquanto vai pedindo dinheiro em todas as esquinas.

Pedir aos chineses

O périplo pedinte do primeiro-ministro começou na China há cerca de dois anos. Embora não tenha sido devidamente publicitada em Portugal, António Costa deu no ano passado uma entrevista à Televisão Central Chinesa – organismo semioficial do Partido Comunista daquele país – em que afirmou apaixonadamente a sua “vontade de participar activamente” na grande ofensiva comercial chinesa que se está a desenrolar. As negociatas foram sendo acordadas durante o ano de 2017, culminando com um momento inédito para a Europa, sendo Portugal o primeiro, e até hoje o único, país da Zona Euro a emitir dívida directamente no mercado chinês.

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