Político babado aos pés de sexagenária

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O que podia ter sido um simples e honesto contrato de usufruto de espaço municipal entre a cançonetista pop Madonna Louise Ciccone e a Câmara de Lisboa, preparado com transparência, lisura e justiça por um competente departamento camarário – transformou-se, graças à inépcia do autarca tripeiro Fernando Medina, temporariamente à frente dos destinos da capital, num folhetim de que a classe política socialista sai, mais uma vez, com o labéu de rasca e bacoca.

Madonna precisava de 15 lugares fixos de estacionamento para a sua frota e a Câmara soube. O presidente Medina, se tivesse juízo, teria encarregado um funcionário menor de resolver o assunto.

Mas não conseguiu resistir ao fascínio que os futebóis, os ídolos fugazes e as coboiadas exercem sobre a “nata” do PS – e meteu-se no assunto. Tentou convencer pessoalmente o director do Museu Nacional de Arte Antiga, vizinho da cantora, a dispensar o espaço necessário; e passou pela vergonha de levar tampa.

Depois, pela calada, arranjou um local de estacionamento no logradouro dum palácio desocupado e adjudicou-o à frota da norte-americana.

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