Pontapé na ética

A promiscuidade Costa-Vieira e Medina-Vieira não vem da recente participação na comissão de honra do Benfica. É já coisa velha e putrefata, mas ainda muito nefasta para nós, contribuintes

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Há um ditado bem Português que nos ensina “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. O primeiro-ministro Costa tem já uma longa história de honrar e andar com amigos como Luís Felipe Vieira a infligir goleadas aos contribuintes. Costa é uma espécie de Maradona avantajado que, pela aparência e sorriso inebriado, parece que não vai marcar nada, mas depois marca mesmo que tenha de ser com a mão!  

Costa marca sempre golos a favor de qualquer “empresário” amigo dele que, em vez de empreender, goste é de viver do Estado e receber o rendimento máximo garantido de milhões de euros extraídos do esforço dos contribuintes portugueses a troco de nada, que se esvaneça no ar e sem rasto. Isto acontece desde os 500 milhões queimados no SIRESP do BPN em 2005, quando Costa era ministro da Administração Interna, aos 225 milhões desaparecidos na  Promovalor do amigo de honra de Costa já como primeiro-ministro, o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira em 2018, passando pelos 42 milhões esfumados nos helicópteros Kamov da Heliportugal em 2007. É só golos, desde há décadas, pelos amigos de Costa e contra os Portugueses. 

Não é por acaso que estamos nos últimos lugares da tabela económica-social dos índices do Eurostat europeu. É porque os interesses e negócios contra nós andam desde 1991 com este “goleador” Costa, mais os seus jotas prediletos no governo ou parlamento. Hoje é Costa que escolhe a dedo o governo e os deputados do PS para manterem sempre o pântano. Já no século passado, quando Costa era ministro da Justiça, não faltavam golos em negócios do Tribunal de Sintra. Até quando foi presidente da Câmara de Lisboa, em 2014, Costa propôs isentar o Benfica de taxas no valor de quase 2 milhões de euros.  

A promiscuidade Costa-Vieira e Medina-Vieira não vem, pois, da recente participação na comissão de honra de 2020 para a candidatura à presidência do Benfica. É já coisa velha e putrefata, mas ainda muito nefasta para nós, contribuintes, incluindo 6 milhões de benfiquistas, com muitos emigrados e longe da família para poderem trabalhar fora de uma economia arruinada e com a baliza toda escancarada. 

A palavra dada do “socialista” (ou futebolista?) Costa é, pois, honrada só quando se trata de dar milhões de euros dos nossos impostos a magnatas amigos dele. Já quando se trata de honrar a palavra que dá ao resto dos portugueses, ela só foi honrada uma única vez, na estação do Pragal, para pagar um café a duas senhoras enganadas em 2015 (e, ainda por cima, foi ele que o bebeu). De resto, desonra sempre a palavra que nos dá e nunca está na comissão de honra dos portugueses, só na dos amigos dos negócios. 

O amigo de Costa, Vieira, segundo informação da SIC, custou-nos 700 milhões dos 20 mil milhões que nos foram extraídos em impostos e taxas para a banca só na última década. Em troca deste “serviço”, é inquestionado e honrado pelo primeiro-ministro e pelo actual presidente da Câmara de Lisboa. Vieira aproveita, simultaneamente com a honra de ter políticos baratos consigo, para voar em magníficos e caros jactos privados, segundo informação de Rui Pinto. Além disto, segundo a TVI, paira sobre Vieira a acusação (na operação Lex) de comprar juí-
zes com mel, oferecendo cargos no Benfica a juízes como Rangel, a troco de sentenças favoráveis à vida pessoal financeira e fiscal do presidente do Benfica. Rangel que já esteve suspenso e usava uma namorada estagiária para escrever as sentenças. Que inédito e promiscuo “socialismo” este, o de Costa e dos seus pouco fiáveis amigos de honra magnatas nos negócios misturados com política.  

E este caro amigo de Costa é um dos poucos devedores do Novo Banco de quem felizmente sabemos o nome e actividade devido a um ‘hacker’. Os outros grandes devedores do Novo Banco, velha albarda em cima de nós, burros contribuintes, têm sigilo bancário assegurado pelo governo, pelo banco de Portugal e pelo Centeno nos dois cargos.  Nós só sabemos que temos de pagar tudo aos amigos todos de Costa, andando à volta da nora, puxando a água dos nossos impostos para regar o quintal pantanoso e luxuoso dos amigos honrados pela actual direcção do PS, sempre de olhos vendados. 

Costa é tão artista de rua a desonrar a palavra dada e a pôr-nos alabarda e venda quando faz as suas manobras futebolístico-políticas que, por exemplo, o código de conduta do Governo, assinado por Costa em 2016, é infantilmente transgredido, geralmente, e especificamente no recente aparecimento de Costa na comissão de honra do candidato a presidente do Benfica. Tal código mais parece uma daquelas brincadeiras de crianças quando galhofam que vão “falar ao contrário”. Nessas ocasiões, os petizes dizem a rir que odeiam gelados quando na realidade os adoram e querem é dinheiro para comer ainda mais gelados! Da mesma forma, tudo o que Costa escreveu no código de conduta do Governo, Costa faz ao contrário: que se danem os princípios de defesa do interesse público e da imparcialidade, os deveres de não beneficiar terceiros, venham os conflitos de interesses e as ofertas de amigos e para amigos!  

A táctica de Costa e do seu governo para marcar golos a favor dos amigos dele e contra nós é de uma simplicidade saloia comovente. Costa aprova a venda de um banco que viva do Estado, com todos os contribuintes a sermos forçados a injectar lá milhares de milhões de euros. Estes milhões depois transitam para as contas dos amigos de Costa e mais tarde são apagados das contas do banco que, de repente, deixa de ter devedores, como por magia e sem nenhuma auditoria. Costa e os jotas que com ele governam Portugal ou a Capital, como representantes dos contribuintes, em vez de investigarem ou exigirem confiscar as contas do devedor, confessam é que são tão grandes amigos e fãs fanáticos do devedor que querem é estar na comissão de honra dele, logo este pode ficar com o nosso dinheiro sem nenhuma questão. Por exemplo, a Promovalor de Luís Filipe Vieira, candidato a presidente do Benfica, em 2018 devia 225 milhões ao Novo Banco, ou seja, a nós os contribuintes portugueses. Esses valores foram apagados das contas do Novo Banco, perdoados sem investigação. Agora, os perdoadores estão na comissão de honra do perdoado! Que grande derrotado é Portugal e os portugueses! Todos somos vencidos no meio de tanta goleada de Costa contra nós. 

O capitão Costa e a sua equipa de ministros jotas são tão bons goleadores a favor  dos negócios misturados com política que, às vezes, até  marcam golos mesmo dizendo que não sabem como os marcaram, quando recentemente, em 2020, em pleno confinamento devido à pandemia, com a pequena restauração, hotelaria ou  comércio a necessitarem de serem salvos, o governo ajudou, mas foi os amigos do costume, os do Novo Banco, com mais 800 milhões de euros nossos para o antigo Espírito Santo Salgado. No meio da pandemia, o governo propôs-se também gastar 1.200 milhões na TAP, administrada por grandes amigos de Costa e fonte de bónus para a família do jota Fernando Medina, também na comissão de honra de Vieira! E, claro, o Governo propôs também outros 7.000 milhões em arriscado hidrogénio para os amigos de sempre nas administrações das companhias de energia mais cara da Europa. “Grandes” golos! 

Até quando um povo tão goleado e humilhado por quem o deveria governar vai ficar impávido a ver tudo na TV, em vez de irmos para o estádio da democracia jogarmos por nós próprios para vencermos tamanha e cara promiscuidade entre política e negócios, típica de Costa e dos ministros jotas que com ele governam? 

Temos de exigir que um primeiro-ministro em Portugal não mais tenha poderes como numa ditadura para controlar não só o governo e deputados todos do partido escolhidos por ele, mas ainda por cima para nomear ou influenciar a nomeação dos procuradores nacionais e regionais. É que se esse absolutismo não parar, podemos ter o azar de ter um herdeiro jota partidário e seguidor de Costa e Sócrates, a fazer o mesmo com os mesmos dispendiosos amigos por ainda mais décadas. ■