PS e restante esquerda em união de facto

0
591

O líder socialista recusou, para a legislatura que agora começa, um novo casamento com o modelo da geringonça que lhe possibilitou terminar o seu primeiro mandato, mas está certo de que continuará a conseguir uma espécie de “união de facto” com os partidos à sua esquerda.

E o certo é que PCP, PEV e BE não descartam entendimentos com o Governo minoritário do PS. A esquerda e a extrema-esquerda acabam por estar capturadas por um PS de Costa que se reforçou nas legislativas. De destacar que os vários partidos à esquerda estão a manter reuniões entre si para avaliarem as hipóteses de posições convergentes.
O PM indigitado voltou a desvalorizar a inexistência de acordos escritos e considerou que os contactos com BE, PCP, PEV, Livre e PAN demonstraram “todas as condições de bom diálogo político” para que haja estabilidade. António Costa falava aos jornalistas no Palácio de Belém após ter apresentado ao Presidente a lista de 50 secretários de Estado do seu novo Governo, composto por 19 ministros. “Pela nossa parte, está feito o trabalho”, afirmou.
O secretário-geral do PS defende que “a estabilidade política se constrói de diversas maneiras”, acrescentando: “O mais importante, como sempre disse, não é a forma. Sobre a forma sou agnóstico. Acho que é importante que haja a continuidade do diálogo. E tenho a expectativa, aliás, dos contactos que pude manter não só com o Bloco, mas também com o PCP, com o Partido Ecologista ‘Os Verdes’ (PEV), também com o Livre, também com o PAN, de que há todas as condições de bom diálogo político ao longo desta legislatura que contribuirão seguramente para que haja estabilidade política ao longo destes quatro anos”, reforçou.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas