FERNANDO DE CASTRO BRANDÃO

Embaixador de carreira jubilado

Em 1940, forçado a abdicar do trono da Roménia, o Rei Carol II escolheu Portugal como país de exílio, contrariando o desejo do Governo alemão de mantê-lo no campo nazi. Salazar, que então sobraçava interinamente a pasta dos Negócios Estrangeiros, acompanhou todo o processo. Carol viveu os seus últimos anos no Estoril, onde faleceu de um ataque de coração em 1953.

Várias são as ordens de valores que ajudam a compreender a preferência do Rei Carol para ser acolhido em Portugal no seu exílio da Roménia.

Em primeiro lugar, naturalmente, a ligação familiar que possuía com a Casa Real Portuguesa: nascera do casamento da Infanta D. Maria Antónia, filha da Rainha D. Maria II, com Leopoldo de Hoenzollern. Era, portanto, neto da monarca portuguesa.

Em segundo lugar, o facto de lhe ter sido conferida em 1939, ainda no trono romeno, o Colar da Banda das Três Ordens, condecoração, na altura, apenas concedida muito selectivamente a Chefes de Estado.

Em breve parêntesis vale dizer que, em reciprocidade, o Presidente Óscar Carmona fora agraciado em igual grau com a Ordem da Coroa da Roménia, o mais alto galardão honorífico do país. Fica por saber, contudo, qual das partes terá tomado a iniciativa.

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