Rio num mar revolto

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A fragmentação do PSD poderá implicar o aparecimento, no próximo conclave ‘laranja’, daqui a duas semanas, de várias listas de candidatos ao Conselho Nacional – um fenómeno que acontece quase sempre nos Congressos, pois a escolha dos eleitos é proporcional aos votos obtidos. Mas desta feita a situação vai ser mais complicada. Não só Rui Rio optou por apresentar uma lista só de adeptos fiéis, como prometidas estão já uma lista de Miguel Pinto Luz e outra que, no mínimo, será conotada com Montenegro, mesmo que este não a integre. 

Logo na noite das eleições, o presidente reeleito afirmou que no Congresso vai apresentar uma “lista própria” ao Conselho Nacional, porque há dois anos a tentativa de “unidade” com o opositor, então Pedro Santana Lopes, “não correu bem”. “Relativamente ao 38º Congresso marcado para 7, 8 e 9 de Fevereiro, em Viana do Castelo, vou ceder a todos os que se zangaram comigo por ter feito unidade com Santana Lopes, que não correu bem. Desta vez, há uma lista própria e os congressistas vão votar”, disse.

Para Rui Rio, o resultado de Sábado passado é “inequivocamente claro” e significa que voltou “a ganhar as eleições para presidente do PSD”, para além de ser, do seu ponto de vista, “suficiente para a unidade” no partido. “Se queria ter mais percentagem de votos? Queria ter, como é lógico. Mas isso não é politicamente relevante. Só faltava, após três meses de campanha eleitoral para as Directas, ainda andar-se a ver se falta mais um voto aqui ou acolá”, comentou.

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