Tenha respeito pela Polícia!

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Perante mais um caso de agentes da ordem agredidos em serviço, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, adopta o discurso eleitoralista e diz que está tudo bem, indignando com isso os sindicatos das forças de Segurança. Está o caldo entornado entre os polícias e o Governo.

A Segurança Interna é uma área de Soberania por excelência, e a falta de apoio do Ministro da Administração Interna (MAI) aos polícias que integram os quadros do seu Ministério é uma vergonha num Estado de Direito. Para além disso, as divergências foram-se acumulando e o copo transbordou. PSP e GNR queixam-se de falta de solidariedade do MAI de forma recorrente. Más relações entre o Ministro e as forças de segurança estão ao rubro.

As agressões a agentes das forças da ordem são casos mediáticos que a opinião pública segue com atenção. São actos que causam justificado alarme social, uma vez que o cidadão passa a considerar que está a aumentar a insegurança. Mesmo que Portugal apareça bem colocado nos ‘rankings’ da baixa criminalidade, não deixa de impressionar quando dois agentes de segurança são baleados numa operação de controlo de trânsito, só para recordar o caso mais recente, que ocorreu há dias em Coimbra, envolvendo dois militares da GNR que ficaram feridos.

Numa atitude de avestruz que enterra a cabeça na areia e se recusa a reconhecer a gravidade dos factos, o MAI, Eduardo Cabrita, negou que haja cada vez mais elementos das forças e serviços de segurança agredidos em serviço. Reconhecê-lo seria estragar a imagem paradisíaca que o Governo de Costa pretende dar do seu Portugal socialista. Ora, os próprios números oficiais não deixam margem para dúvida: o último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) dá conta de que o número de elementos das forças e serviços de segurança feridos em serviço aumentou vertiginosamente de 265 para 1.159 entre 2017 e 2018.

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