A quem interessa ter Louçã na televisão?

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1962

Francisco Louçã atacou na semana que agora finda uma grande senhora portuguesa chamada Aline, sem o poder nem o espaço televisivo a que ele tem direito. No entanto, excepto com lágrimas de crocodilo, nunca ataca os pequenos homens poderosos portugueses. Pelo contrário, é-lhes muito útil. 

Louçã usa o seu inexplicavelmente enorme espaço na televisão e nos jornais portugueses para divagar sobretudo sobre causas irrelevantes e mirabolantes para o Portugal actual. Esta semana, ao atacar um discurso de 2019 da referida Professora Doutora Aline Gallasch-Hall de Beuvink, defendeu líderes como Lenine ou Estaline, negando os genocídios comunistas do passado, na Rússia e na Ucrânia, para ocultar os actuais crimes de Maduro, na Venezuela, ou Kim, na Coreia do Norte. Em infindáveis outras semanas é mero tradutor da opinião da televisão americana CNN sobre os males de Trump e dos bens das causas politicamente correctas americanas. Tudo menos arriscar falar dos males Portugueses e do que é politicamente inconveniente de resolver em Portugal. 

É precisamente este tipo de comentadores, alienados da realidade portuguesa e cobardes – exceto contra senhoras indefesas –, que ocupa e polui as nossas televisões nacionais. Além de Louçã, aturamos na televisão doente (SICk) muitos outros dependentes da política, cuja missão é a de manterem inquestionado o pântano que nos arruinou e colocou em último lugar da Europa, sem nunca o remexerem, nem drenarem. Há, inclusive, outros comentadores televisivos, deputados e governantes vindos da juventude socialista, que são seguidores e admiradores de Louçã. Isto provoca um ambiente claustrofóbico onde são sempre os mesmos ou o mesmo modelo de gente a ocupar os ‘Media’ lusos.  

O espaço televisivo português “mainstream” está largamente fechado para profissionais de sucesso mundial, que corajosamente ponham o dedo na ferida dos problemas específicos dos Portugueses e proponham soluções inovadoras que limpem o pântano da nossa pobreza. 

A quem interessa promover mediaticamente apenas eternos dependentes da política, anacrónicos, como Louçã, para depois serem nomeados, quer para o Conselho de Estado, quer para o Conselho Consultivo do Banco de Portugal? O Estado Português está no fundo da Europa e o BP é uma das instituições mais úteis à corrupção que arruinou o Estado e os portugueses, pois, sistematicamente, fecha os olhos às dezenas de milhares de milhões que têm sido desviados dos contribuintes nas últimas duas décadas. E continuam a sê-lo em 2021, através dos negócios imobiliários do Novo Banco. 

Isto enquanto os comentadores televisivos, promovidos para lugares de conselheiros de tudo em Portugal, em vez de defenderem os portugueses da pobreza e indigência geral, gerada pela corrupção endémica lusitana, atacam senhoras e defendem déspotas comunistas estrangeiros, tentando desculpar e minimizar a fome exterminadora que estes provocaram em 1932. Tudo isto é bizarro, mas o sucesso do alienado Louçã tem uma explicação plausível. 

Não é por mero acaso que os portugueses são os mais pobres e últimos da União Europeia em poder de compra, à frente apenas da Bulgária. Não é devido a um qualquer triste fado inevitável que os portugueses são os maiores refugiados económicos dentro da União Europeia, emigrando até mais que os búlgaros. São-no porque os homens poderosos do partido invisível, o dos negócios misturados com política, que nos arruina vivendo de desviar milhares de milhões de euros dos contribuintes portugueses, mandam em Portugal, inclusive na escolha de comentadores televisivos. Por isso estamos estagnados no fundo da Europa há mais de 20 anos. 

Assim, enquanto intervenientes entediantes como Louçã têm direito a todo o espaço no mundo na televisão, os portugueses inteligentes e cosmopolitas, além de serem barrados, são, ainda por cima, humilhados na televisão doente ou no jornal dessa televisão, sem ali se poderem defender. 

O discurso da Professora Doutora Aline – deputada municipal de Lisboa pelo PPM – sobre os horrores do comunismo na Ucrânia, que Louçã atacou e gozou, é um momento emocionante que todos os portugueses deveriam ter direito a ver na íntegra. Isto em vez de apenas poderem visualizar na televisão doente um excerto enganador, seleccionado por um comentador deplorável, com ele e o seu entrevistador a rirem à gargalhada da fome imposta pelos comunistas, que levou à morte e ao canibalismo o povo ucraniano desesperado. Ao gozar com esta tragédia e ao atacarem a mulher que corajosamente relembrou o drama do desespero do povo ucraniano, a televisão desceu a um dos seus piores, mais repugnantes e doentios momentos. 

Este é um excelente e emotivo discurso, a denunciar os horrores do comunismo, iguais aos praticados pelo Nazismo, proferido por uma portuguesa com sangue na guelra e nas veias, o das vítimas ucranianas do comunismo, das quais é descendente. Os radicais esquerdistas pró-comunistas e pró-leninistas da actual direção do PS, seguidores de Francisco Louçã, fariam especialmente bem em ouvi-lo em vez de tentarem fazer pouco da palestrante, como fizeram em 2019, quando foi proferido. Estes são ex-jotas, partidários no governo e na Câmara de Lisboa, inimigos da democracia, da liberdade e dos princípios do Partido Socialista. Relembremos que fundadores, como Soares e Sottomayor Cardia, prefaciaram e escreveram “Socialismo sem Dogma”, criticaram bem o comunismo e o estalinismo, agora infelizmente abraçado por tais ex-jotas incultos que, além de não terem profissão e toda a vida dependerem da política, da Historia também nada conhecem e a única coisa que parecem saber fazer na vida, debaixo da capa esquerdista radical, são golpes de poder sujos e assobiar para o lado aos negócios misturados com política que arruinam Portugal.

Por isso, muitos desses actuais jotas governantes e deputados socialistas também já têm, como Louçã, espaços televisivos. Desde que se entretenham com questões ideológicas bizarras e ataquem meras deputadas municipais minoritárias, em vez dos grandes e poderosos interesses que arruínam Portugal, têm futuro garantido na televisão e no Estado. Enquanto isso o país, com o pensamento tolhido e minguado por tal gente omnipresente na televisão doente e no Estado, definha económica e moralmente. 

Portugal é o único país do mundo ocidental no Século XXI em que a maioria dos governantes, deputados, conselheiros e demais ocupantes do aparelho do Estado – incluindo milhares de cargos que deveriam exigir competências técnicas nas mais diversas áreas – em vez de virem qualificados do mundo profissional, foram formados em juventudes partidárias, onde não se estuda e nada se debate e são, depois, promovidos insistentemente pelas televisões para cargos de poder. São estes ex-jotas – ou gente semelhante e empática com eles na política – que nos “aconselham” no Estado e na televisão e “gerem” tudo no país, da economia à saúde, passando pela ciência, educação, aviação, protecção civil, pescas, agricultura, energia, rodovias ou banca. Com material humano de tão fraca qualidade a “liderar-nos”, a poluir o nosso espaço televisivo e o Estado, é inevitável que estejamos estagnados economicamente há 20 anos. ■