O melhor governo do mundo a governar-se!

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O Governo Português tem atingido “feitos” únicos na Europa Ocidental durante a pandemia Covid-19.  Assim, tais “grandes” políticos portugueses já dizem que querem deitar abaixo o Padrão dos Descobrimentos com Fernão de Magalhães e o Infante D. Henrique. Talvez por tais “gigantes” políticos actuais se acharem “acima” até do líder da primeira circum-navegação do globo e do líder dos navegadores da expansão marítima portuguesa e europeia, respectivamente. É uma “pena” que, enquanto o mundo inteiro admira ‘Magellan’ ou ‘Henry the Navigator’, nomes pelos quais estes fantásticos Portugueses do passado são celebrados pelo mundo inteiro, incluindo pela NASA, quase ninguém reconheça o quiçá “maior” valor de todos os actuais dependentes da política, ligados à actual direcção do PS, tão “grandes” e tão “in” na moda mundial da esquerda caviar de deitar abaixo estátuas.   

“Felizmente” ainda existem a RTP, SIC, Expresso ou Público no mundo para, ao menos esses, reconhecerem aquele que, só para eles, é o “melhor” governo do mundo: o do Costa mais os seus ministros, assessores, deputados e gestores públicos “formados” na juventude partidária, que estes órgãos não param de enaltecer. Lá só têm como comentadores os próprios políticos a auto-elogiarem-se ou auto-entrevistarem-se, ou comentadores que em tudo os elogiem e em nada os questionem. 

Realmente, o governo português é “primeiro” em tanta coisa no mundo, dependendo do ponto de vista. Recentemente, este governo, além de primeiro mundial na taxa de mortes e infeções diárias por SARS-Cov-2, foi o primeiro a conseguir vacinar contra a Covid-19 vários ministros na casa dos 40 anos. Foi também pioneiro na vacinação europeia de uma certa juventude partidária que, apesar de ainda mais nova, quer as vacinas primeiro para si, apesar de ter risco quase nulo. De certo por “modéstia”, não tem publicado as fotos dessa vacinação sui generis, mas é provável que alguns deputados portugueses na casa dos 20 ou 30 anos tenham já sido os primeiros da Europa inteira a serem vacinados nessa faixa etária, que não sejam profissionais de saúde, bombeiros, ou trabalhadores de lares! 

Os jovens ligados à juventude dita socialista são mesmo dos melhores do mundo a governarem-se. Muitos vão para assessores do governo mesmo chumbando repetidamente em provas para entrar quer em ordens profissionais quer em câmaras municipais, sem qualificações ou experiência profissional de monta. Outros têm vários empregos no governo ou pagos pelo Estado, em simultâneo, em que não servem devidamente nenhum contribuinte, mas servem-se de milhões de contribuintes. Outros jotas têm ainda excelentes empregos – para os próprios/as ou esposos/as – em ‘lobbies’ de arruinar o Estado Português como o da energia, PPP rodoviárias, TAP e demais companhias públicas, ou de certos escritórios de advogados geridos por outros deputados ou ex-políticos mais velhos mas igualmente dos “melhores” do mundo a usarem a política para se servir em vez de servirem os Portugueses.

Qual Reino Unido, qual Israel, que começaram primeiro por vacinar os mais idosos e mais em risco em grande percentagem. Cá, estes políticos portugueses jovens e de meia idade, na perspectiva deles, fizeram “melhor”. Primeiro vacinaram-se eles, apesar de estarem em risco epidemiológico de fatalidade praticamente nulo. Só agora vão vacinar lentamente o grupo dos idosos, que tem morrido às centenas diariamente. Qualquer dia, não seria de espantar, vindo desta classe política “única” na Europa, que viéssemos a saber que os seus filhos, sobrinhos e netos também já foram das primeiras crianças do mundo a serem vacinadas por este governo sempre na linha da “frente” para se governar a si e à família. 

Entretanto tais mediocridades, perdão autoridades, políticas portuguesas são dos primeiros do mundo e certamente da Europa a criar pobres. Vinte por cento da população portuguesa, ou dois milhões de Portugueses, são pobres, vivendo com 540 euros mensais, ou menos. Também no endividamento os nossos políticos são dos primeiros da Europa, tendo criado uma dívida pública nos 270% do Produto Interno Bruto, que atingiu recentemente um recorde nacional absoluto de 746 mil milhões de euros.  

Apesar da ironia, tudo isto são, infelizmente, factos. Primeiros na pobreza é um dado actualizado pelo Instituto Nacional de Estatística. O novo valor da dívida foi também actualizado esta semana pelo Banco de Portugal.  Os três ministros na casa dos 40 anos já vacinados são, segundo o ‘Observador’, Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva e Marta Temido.  É provável que, entretanto, mais ministros e deputados ainda mais jovens se tenham vacinado. No entanto, o secretismo e a vergonha destes em tirarem fotos para “darem o exemplo” (uma das mentiras que invocam para se vacinarem primeiro na fila) não nos permite a confirmação. Já sobre cargos do governo para ‘jotas’ que chumbam nos exames, esta semana soubemos, através da revista Sábado, de mais um caso: um líder da JS do Seixal, mesmo chumbado em provas para a Ordem dos Advogados e para a Câmara de Almada, foi nomeado assessor do secretário de Estado da Educação. 

Quanto ao deputado ligado à actual direcção do PS que defendeu, repetidamente, a destruição do padrão dos descobrimentos, desculpando-se com Salazar, o seu nome é Ascenso Simões. Tem espaço de sobra no jornal Público, pois claro, para nos “ensinar” coisas “fantásticas” como derrubar estatuas, imitando o jornal da moda da esquerda caviar internacional, o jornal inglês The Guardian. Na realidade, nem sequer primeiros na originalidade estes deputados que ninguém elege unipessoalmente são, pois apesar de, neste caso, de idade avançada e de se darem ares de entendidos sobre história portuguesa, estão meramente a imitar a passageira moda internacional dos jornalistas imberbes e britânicos do Guardian. 

A maioria dos deputados ou governantes ligados à actual direcção do PS estão, pois, no poder não por serem cultos ou competentes, mas, pelo contrário, porque são amigos do Costa. Nunca se sujeitam a votos em círculos unipessoais em que tivessem de ir a votos pessoalmente, para os avaliarmos pelo que nos dizem e pelo que fazem (ou não fazem) através dos resultados que apresentaram em inúmeros cargos políticos. 

Só sem esta classe política, na realidade última em tudo na Europa, da pandemia à economia, poderemos começar a ser servidos em vez de os vermos sempre a servirem-se de nós. Magalhães e o Infante são exemplos tremendos de profissionalismo, tendo sido os melhores do mundo nas suas áreas profissionais. Já os nossos governantes actuais não são exemplo para nada nem ninguém no mundo. ■